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Pretensão do governo angolano sair de OPEP “não foi uma reflexão imediata” diz Diamantino Azevedo

Segundo o ministro dos petróleos, há já alguns anos que o país foi apresentando preocupações, devido a factos pontuais, e que não eram atendidas pela organização.

A decisão do Governo de Angola de sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) “não foi uma reflexão de última hora”, afirmou nesta Quarta-feira, 03, o ministro dos Recursos, Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, durante a cerimónia de cumprimentos de Ano Novo.

“Há já algum tempo fomos apresentando algumas preocupações devido a factos pontuais e finalmente, em Dezembro [de 2023], vendo que esta organização já não atendia aos valores e interesses de Angola, nomeadamente sobre a tomada de decisões por unanimidade e o estabelecimento de quotas de produção, que põem em questão as nossas reais capacidades e necessidades de produção, tomamos a decisão de apresentar o pedido formal para a retirada do nosso país a partir de 01 de Janeiro de 2024”, explicou.

Quanto ao primeiro relatório para o Secretariado da Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva (ITIET), lembrou Diamantino Azevedo, apesar de algumas limitações objectivas, tais como a Lei de Protecção de Dados, que impede que alguma informação seja tratada e apresentada com determinados detalhes e alguma capilaridade, em 15 de Dezembro de 2023, Angola submeteu o documento dentro das normas preconizadas pela organização.

Contudo, “até Setembro de 2024, temos que submeter um relatório com algumas informações financeiras e não só com maior grau de detalhe sobre as receitas e distribuição de proventos das actividades de exploração e produção mineira”, disse o governante.

O Governo de Angola, continuou, defende que a transição energética deve ser justa, inclusiva e garantir a continuidade das actividades de exploração e produção de hidrocarbonetos e a utilização dos recursos financeiros provenientes da sua comercialização para o desenvolvimento da economia e consequente melhoria das condições de vida das nossas populações.

“Vários foram e são as iniciativas e projectos já realizados e que estão em curso, para mitigar os efeitos das emissões de Carbono e Metano na atmosfera. Assim, prosseguiram os trabalhos relativos a definição de uma estratégia de fomento da produção e utilização de biocombustíveis em Angola, para a diversificação da matriz energética nacional e a redução de emissões de gases de efeito estufa”, pontualizou.

O país, de acordo com o ministro angolano, “tem investido significativamente” em projectos de energia solar e sector tem sido chamado a dar a sua contribuição.

“Um exemplo foi a inauguração e entrada em operação da 1ª fase da Central Fotovoltaica de Caraculo, na província do Namibe, com capacidade de produção de 25 MW de energia limpa, uma iniciativa entre a Sonangol e a Azule Energy. Uma outra Central Fotovoltaica, com capacidade de produzir 100 MW, deverá ser implementada na província da Huíla, num esforço conjunto entre a Sonangol, a TotalEnergies e uma empresa privada nacional”, enumerou Diamantino Azevedo.

Com Forbes