O secretário-geral da JURA, organização juvenil da UNITA, Nelito Ekuikui, afirmou que o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, “fracassou” na governação e deixará como legado “miséria, divisão e sofrimento” no país.
Em entrevista concedida ao jornal O Decreto, o dirigente sublinhou que o atual chefe de Estado “não conseguiu responder às expectativas dos angolanos” e que o seu mandato ficará marcado pela incapacidade de resolver problemas estruturais. “O povo continua a viver na pobreza extrema, sem oportunidades e sem esperança. Esse será o seu legado”, declarou.
Apesar das promessas de combate à corrupção, Ekuikui considera que “o regime continua a proteger interesses de grupos próximos ao poder”. “O Presidente falou muito em transparência, mas na prática nada mudou. A corrupção continua viva, apenas mudou de protagonistas”, criticou.
O responsável da JURA destacou ainda o impacto da governação sobre a juventude, afirmando que “os jovens estão sem emprego, sem casa, sem perspectivas” e que o Executivo “falhou em dar respostas, condenando a nova geração à exclusão social”.
Quanto ao papel da UNITA, Ekuikui garantiu que o partido “está preparado para governar Angola” e que possui propostas concretas para “combater a fome, reduzir o desemprego e criar uma verdadeira democracia”.
O secretário-geral da JURA rejeitou também a ideia de divisões internas no partido, assegurando que “a UNITA está firme, mobilizada e consciente da responsabilidade que carrega”. Questionado sobre uma possível candidatura à liderança da organização, afastou essa hipótese, afirmando que “ainda não é o seu momento”.

