O ministro do Interior de Angola, Manuel Homem, afirmou que o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) está a ser alvo de um processo de modernização e reestruturação, com o objetivo de melhorar a eficiência, o atendimento ao cidadão e corrigir práticas consideradas nocivas que persistem há vários anos.
De acordo com o governante, o trabalho passa pela revisão dos procedimentos internos e pela adoção de mecanismos que reforcem a transparência. “É um programa longo, porque os vícios estão instalados há anos, mas é necessário coragem para saná-los e garantir que o SME responda às expectativas dos cidadãos”, destacou.
As declarações foram feitas após um encontro com jornalistas, onde Manuel Homem também reagiu às denúncias de alegados esquemas fraudulentos relacionados com a venda de passaportes angolanos a cidadãos estrangeiros, supostamente com a participação de altos funcionários da instituição.
O ministro sublinhou que a instituição existe para servir os cidadãos e assegurou que as falhas estão a ser tratadas “de forma gradual”, visando restabelecer a qualidade e a dignidade dos serviços.
Quanto à emissão de novos passaportes, Manuel Homem confirmou que o SME enfrentou recentemente dificuldades devido à escassez de cédulas, mas garantiu que o problema já está a ser ultrapassado. “Recebemos novas cédulas e vamos acelerar o processo de tratamento dos passaportes”, afirmou.
Recorde-se que, em janeiro deste ano, dois altos responsáveis do SME foram detidos por suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção e associação criminosa ligados ao enquadramento irregular de candidatos na instituição.

