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João Lourenço defende mais financiamento climático e ação coordenada na saúde global durante Cimeira dos BRICS

by REDAÇÃO

Rio de Janeiro – O Presidente da República de Angola e Presidente em Exercício da União Africana, João Lourenço, defendeu esta segunda-feira uma atuação conjunta dos países do Sul Global para enfrentar os efeitos das alterações climáticas e melhorar a saúde pública global. A intervenção, lida pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, teve lugar durante o segundo dia da XVII Cimeira dos BRICS, no Brasil.

No discurso, João Lourenço destacou a importância da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que terá lugar em novembro no Brasil. O chefe de Estado angolano classificou a conferência como um “momento decisivo” para a implementação das decisões do Acordo de Paris e apelou à mobilização de vontade política ao mais alto nível para fazer frente à tripla crise planetária: alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição.

> “As alterações climáticas estão a pôr em risco a saúde, a estabilidade social e a economia global”, alertou.

João Lourenço reiterou a preocupação da União Africana com os impactos desproporcionais das mudanças climáticas no continente. Segundo o líder angolano, embora alguns países africanos tenham elaborado os seus Planos Nacionais de Adaptação, poucos os implementaram devido à falta de financiamento.

> “Sem recursos para reforçar capacidades e aumentar a resiliência climática, os impactos continuarão a penalizar de forma injusta os países mais vulneráveis”, afirmou.

Ele sublinhou que África contribui com apenas 4% das emissões globais de gases com efeito de estufa, mas enfrenta alguns dos piores efeitos da crise climática. Ainda assim, o continente já definiu políticas ambiciosas no âmbito da Agenda 2063 da União Africana para acelerar a ação climática.

João Lourenço apontou como prioridades para a COP30 temas como financiamento climático, mitigação de emissões, adaptação às mudanças climáticas, perdas e danos, transição energética justa e combate à desflorestação. Também destacou a relevância do Brasil como anfitrião da cimeira, especialmente devido ao papel da Amazónia na regulação climática global.

O Presidente angolano alertou ainda para o impacto das alterações climáticas na saúde global, referindo que África continua a enfrentar dezenas de surtos epidemiológicos, agravados pelas mudanças ambientais. Citando o exemplo da pandemia de COVID-19, defendeu ações transnacionais coordenadas.

Lourenço elogiou a iniciativa do Brasil de lançar uma *Aliança Internacional para Eliminação das Doenças Socialmente Determinadas e Doenças Tropicais Negligenciadas*, salientando que cerca de 1 bilião de pessoas no mundo vivem com essas enfermidades, concentradas sobretudo nos países do Sul Global.

O Presidente de Angola destacou também a importância de outros projetos em curso no âmbito dos BRICS, como o fortalecimento da plataforma de pesquisa em vacinas, o combate à tuberculose e a utilização da inteligência artificial nos sistemas de saúde pública.

Para João Lourenço, estas ações representam uma “oportunidade estratégica” para redefinir a cooperação internacional em saúde, com impacto direto na qualidade de vida das populações mais vulneráveis.

A cimeira dos BRICS segue com debates sobre governança global, cooperação económica e reformas nas instituições multilaterais.

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