Há senhoras que envelhecem com dignidade, outras que preferem envelhecer com saudade… saudade das mamadas do Estado. E Maria Luísa Abrantes… essa sim, parece ter saudade até dos beijos burocráticos que dava na testa da corrupção.
By: Gritos dos poetas do sul
Foi mulata de luxo com ambições de rainha, quis viver o sonho americano mas acordou na ressaca das suas próprias fantasias frustradas. Quis ser Miss Missão nos Estados Unidos, mas só conseguiu a missão de voltar com a mala cheia de nada e a boca pronta para reclamar do que já chupou em silêncio por anos.
Hoje, aparece nos palanques digitais com discurso de revu… Mas quem é que te enganou, minha senhora? Achas que esquecemos o tempo em que te prostitutas com o erário? Que foste amante do poder, vestida de assessora, conselheira, ou sei lá mais o quê? O povo lembra, sim senhora. O povo sabe que a tua fazenda, dada como mimo por serviços prestados debaixo da mesa, aquela mesma gerida por Higino Carneiro, nunca produziu nada além de silêncio e vergonha.
Falando em produção, quantas crianças morreram de fome enquanto a senhora mamava o leite do Estado? Quantos hospitais podres, quantas escolas sem teto, quantos corpos sem pão tu ajudaste a enterrar com tua gula de luxo?
O teu ex-marido… ou seria amante oficial do erário? Sucumbiu contigo nos mesmos desejos. Hoje, queres posar de mártir do sistema? Ora, vá passear. Cuide da tua velhice com a mesma vaidade com que cuidaste da tua vida pública: cheia de brilho por fora, vazia de moral por dentro.
O teu tempo de mamar acabou. A mama secou. O bezerro cresceu. Hoje somos bois, puxando a carroça do país, cansados das vacas sagradas que só sabiam mugir quando lhes cortavam a teta.
Senhora assanhada, se ainda tens espelho, olha para ele e vê a verdadeira revolução que precisas travar. Porque aqui na rua, senhora Abrantes, não há lugar para prostistutas arrependidas.

