Presidente eleito da Câmara de Comércio industria Moçambique-Arábia Saudita afirma que os próximos passos incluem a mobilização de apoios técnicos e financeiros, além da consolidação de parcerias com países do Golfo.
By: Arson Armindo
Embora já tenha sido eleito presidente da Câmara de Comércio industria Moçambique-Arábia Saudita, Ivan Pindula ainda aguarda a cerimónia oficial de tomada de posse, que está agora agendada para o início de setembro. A cerimónia sofreu adiamentos por motivos de agenda, tanto da parte saudita quanto de empresários parceiros envolvidos no processo.
“Devíamos ter tomado posse há cerca de um mês, mas devido à incompatibilidade de agendas com a delegação da Arábia Saudita e alguns empresários que nos apoiam, a cerimónia foi adiada. Contudo, temos tudo preparado para setembro”, adianta Pindula.
Segundo ele, a posse marcará o início de uma nova fase na Câmara, com a apresentação de uma “frente de investimento” voltada ao fortalecimento da cooperação económica entre Moçambique e países da região do Golfo.
Apoios técnicos e financeiros: o que falta?
Pindula é claro ao destacar que, para que Moçambique possa ser visto como um destino atrativo para o capital estrangeiro, é preciso primeiro criar se condições mínimas de segurança, outrossim, estruturar e demonstrar solidez interna — tanto institucional quanto técnica.
“A materialização dos nossos planos pressupõe mostrar que o país está em condições de se desenvolver. Se não conseguirmos ‘vender o nosso peixe’, ninguém vai investir. E nós queremos vender o nosso peixe — não apenas à Arábia Saudita, mas a toda a região do Golfo Pérsico.”
Nesse sentido, a associação está a trabalhar no mapeamento das necessidades técnicas e financeiras que possam dar suporte aos projetos estratégicos que visam alavancar setores como agroindústria, energia, logística, turismo e tecnologias emergentes.
Além disso, a nova liderança pretende promover a capacitação de empresários locais, criando pontes entre os pequenos empreendedores moçambicanos e grandes investidores estrangeiros, num modelo que privilegie não só os privados como também as parcerias público-privadas fazendo de mocambique um verdadeiro patrão a nivel regional em alguns sectores economicos.
Expansão para além da Arábia Saudita
Apesar do foco inicial na cooperação com a Arábia Saudita, Ivan Pindula não esconde a ambição de ampliar a atuação da Câmara para outros países do Golfo.
“Estamos atualmente a trabalhar com a Arábia Saudita, mas isso não significa que vamos nos limitar a esse país. No futuro, pretendemos alargar a nossa área de atuação para outras nações do Golfo Pérsico, sempre em benefício de Moçambique”, afirma.
Comesta visão estratégica, Pindula pretende posicionar a Câmara como um verdadeiro hub de articulação internacional, capaz de gerar resultados tangíveis tanto para o país quanto para os seus empreendedores.
Queremos ajudar os empresários nacionais e internacionais a resolver questões burocráticas, evitar no maximo intermediários ou lobistas que fazem encarecer os custos do projecto na altura de tomada de uma decisão fulcral a nivel da administração publica, que por vezes fazem o investidor desistir ou recuar, falamos das comissões ilegais, e quem perde é o pais no seu todo.

