A Sonangol admite que poderá não conseguir recuperar a totalidade de financiamentos concedidos a empresas privadas ao abrigo da Lei do Fomento Empresarial, mantendo a preocupação com o impacto financeiro desta estratégia nas suas contas.
De acordo com o relatório e contas relativo a 2025, a petrolífera estatal considera pouco provável a recuperação dos créditos atribuídos às empresas Force Petroleum Angola e Genius, associadas aos empresários Desidério Costa e João de Matos. Face a este cenário, a companhia decidiu constituir provisões que cobrem a totalidade dos montantes em dívida.
O valor acumulado dos empréstimos em risco aproxima-se dos 390 mil milhões de kwanzas, o que evidencia a dimensão do impacto potencial nas finanças da empresa pública. O documento sublinha que a política de financiamento a iniciativas privadas, adoptada nas últimas duas décadas pelo Estado angolano, continua a produzir efeitos relevantes na situação financeira da petrolífera.
No relatório divulgado, não há referência a novos investimentos envolvendo a Amufert.

