O processo de votação para a escolha do novo Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) está a decorrer num ambiente de normalidade e celebração institucional, marcado pela expectativa de renovação e continuidade. A avaliação foi feita por Gil Cambule, à margem do exercício do seu direito de voto, esta quinta-feira, na cidade de Maputo.
By: Arson Armando
Segundo o advogado, o momento é “fundamental” para a vida da OAM, por envolver a eleição dos novos órgãos sociais, incluindo o Bastonário, os diversos conselhos e o presidente do Conselho Provincial da Cidade de Maputo. “É sempre um momento de festa e de renovação da nossa ordem”, afirmou.
Cambule sublinhou que, até ao momento, o processo decorre sem incidentes, expressando o desejo de que se mantenha num ambiente de normalidade até à proclamação dos resultados. “O que se pode pedir é que tudo continue a decorrer com normalidade, que os resultados sejam aceites por todos e que o candidato ou candidata que vencer esteja à altura dos grandes desafios que a ordem enfrentará nos próximos três anos”, acrescentou.
Sobre o futuro da instituição, o advogado destacou o papel crescente da OAM como uma das vozes mais influentes na sociedade moçambicana. “A Ordem dos Advogados tem-se posicionado bem e é hoje uma das poucas organizações cuja voz é ouvida sobre os diversos assuntos que preocupam a sociedade”, disse, enfatizando que a instituição não atua apenas em defesa dos seus membros, mas também como um importante interveniente na promoção do Estado de Direito.
Nesse sentido, defendeu a continuidade do trabalho desenvolvido, com vista ao reforço da defesa da legalidade e da boa governação. “O desejo é que esse trabalho não pare e que o próximo elenco consiga não só dar continuidade ao que já foi feito, mas também fazer muito mais”, frisou.
Relativamente ao balanço do mandato cessante, Cambule considerou-o “extremamente positivo”, apesar dos desafios enfrentados. Entre os principais constrangimentos, destacou o período pós-eleitoral de 2024 e as cheias que afectaram o sul do país no ano passado, situações que exigiram uma intervenção activa da Ordem.
“Foi um mandato condicionado por momentos bastante complexos da vida moçambicana, mas a Ordem conseguiu estar à altura”, afirmou, reconhecendo, no entanto, que nem todos os objectivos foram alcançados. “Nunca se consegue fazer tudo, mas este mandato foi útil e correspondeu às expectativas”, concluiu.
As eleições decorrem em Maputo e nas restantes sedes provinciais da OAM em todo o país.

