A Associação para Saúde e Cidadania (ASCHA) realizou recentemente, em Maputo, um Fórum de Reflexão sobre Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos das Raparigas e Mulheres Jovens, Feminicídio e Violência Baseada no Género, numa iniciativa enquadrada na promoção dos direitos humanos, justiça e acção em Moçambique.
By: Arson Armando
Na abertura do evento, a directora executiva da ASCHA, Dalila Macuácua, em representação da presidente do Conselho de Direcção da organização, Ana Ndove, destacou a importância do encontro como um espaço de diálogo, aprendizagem e partilha de experiências entre diferentes actores sociais.
Segundo a organização, o fórum decorreu num contexto marcado pelas celebrações do Mês da Mulher, sob o lema “Direitos, Justiça e Acção para Todas as Mulheres e Raparigas”, reforçando a necessidade de transformar debates e reflexões em medidas concretas para a promoção da igualdade de género e defesa dos direitos humanos.
O encontro reuniu raparigas e mulheres jovens, parceiros de implementação, representantes de instituições públicas, profissionais de saúde, membros do sistema de justiça, académicos e organizações da sociedade civil, com o objectivo de discutir os desafios relacionados com a saúde sexual e reprodutiva, feminicídio e violência baseada no género.
Durante os debates, foi igualmente destacado o papel das raparigas e mulheres jovens como agentes de transformação social, evidenciando-se a sua resiliência, capacidade de liderança e participação activa nas comunidades.
A organização defendeu ainda o fortalecimento das parcerias entre os diferentes sectores da sociedade, considerando que a construção de soluções sustentáveis depende da participação colectiva, da escuta activa e do compromisso institucional.
A ASCHA manifestou expectativa de que o fórum contribua para o reforço de políticas públicas e iniciativas voltadas para a justiça, igualdade e dignidade das mulheres e raparigas em Moçambique.

