Um analista político angolano afirmou que não espera posições firmes de países africanos como Angola e Moçambique em reação à captura e deposição do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por parte dos Estados Unidos. A análise foi feita em entrevista à DW, no contexto dos mais recentes desenvolvimentos políticos em Caracas.
Segundo o analista, os líderes africanos tendem a adotar uma postura prudente e discreta diante de crises internacionais desta natureza, sobretudo quando envolvem grandes potências e intervenções externas. Na sua avaliação, a prioridade de vários governos africanos passa por preservar relações diplomáticas e interesses estratégicos, evitando confrontos diretos em fóruns multilaterais.
O comentador considera ainda que, apesar de eventuais declarações genéricas em defesa da soberania e do diálogo, dificilmente Angola e Moçambique assumirão posições públicas contundentes contra a atuação norte-americana na Venezuela. Para o especialista, este posicionamento reflete uma tradição diplomática marcada pela cautela e pelo pragmatismo.
A situação venezuelana continua a gerar reações divergentes a nível internacional, com países divididos entre a condenação da intervenção dos Estados Unidos e o apoio às mudanças no poder em Caracas. Entretanto, em África, prevalece a expectativa de uma resposta moderada, centrada no apelo à estabilidade e à resolução pacífica do conflito.

