Um tribunal da província do Bié condenou três militantes da UNITA a penas de prisão efetiva, entre um e dois anos, por agressões a agentes da Polícia Nacional durante uma marcha realizada no passado sábado, 23 de agosto, na cidade do Cuito.
De acordo com a imprensa local, Felizardo Nangulo recebeu a pena mais pesada, de dois anos, enquanto Amélia Chinguto e Aurélio Mesquita, respetivamente secretária e secretário adjunto da UNITA no Cuito, foram condenados a um ano e dois meses de prisão.
Num comunicado, a Polícia Nacional afirmou que os três militantes agrediram agentes destacados para garantir a segurança da marcha alusiva ao aniversário de Jonas Savimbi, fundador da UNITA. A corporação classificou o episódio como um “ato irresponsável e atentatório à autoridade do Estado, à ordem pública e ao respeito pelas instituições”.
Já a UNITA contesta a versão oficial e considera as condenações de natureza política. O secretário provincial do partido no Bié, Celso Torres, disse à Lusa que a manifestação tinha sido previamente comunicada às autoridades, com itinerário definido, mas que a polícia tentou alterar o percurso, provocando confrontos.
Segundo o dirigente, dois dos militantes agora condenados terão sido detidos quando se dirigiam ao tribunal para entregar a documentação relativa à marcha. “Estas sentenças são uma forma de silenciar a oposição. Vamos recorrer da decisão”, afirmou.

