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HomeNOTÍCIASJoão Lourenço esteve na China para promover estratégia diplomática híbrida

João Lourenço esteve na China para promover estratégia diplomática híbrida

Angola saiu da OPEP para alinhar com os interesses dos Estados Unidos. Mas isso não quer dizer que os EUA sejam a única opção e o presidente foi à China explicar isso mesmo.
FILE PHOTO: Angola’s President Joao Lourenco, left, shakes hands with Chinese President Xi Jinping during the Forum on China-Africa Cooperation held at the Great Hall of the People in Beijing September 3, 2018.

O Presidente de Angola, João Lourenço, esteve em visita oficial (a segunda) de três dias à China, o seu maior credor, para abordar a estratégia futura das relações bilaterais – dando mostras de que o seu mais recente envolvimento com os interesses dos Estados Unidos, explanado na saída da OPEP+, tem outro lado que o Estado africano quer preservar. São vários os países que têm optado por esta conceito híbrido das suas relações internacionais: nem unicamente ‘encostados’ à China, nem totalmente engajados com os interesses norte-americanos. O Brasil é talvez o exemplo mais claro desta ‘terceira via’.

De acordo com a agência de notícias Angop, o chefe de Estado angolano manteve logo no primeiro dia um encontro com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, com quem debateu o novo quadro da cooperação bilateral, que não podia deixar de lado a questão central do petróleo. A China tem levado até ao limite o investimento nas suas reservas de petróleo – mesmo que para isso tenha de financiar economias como as da Rússia e do Irão – com a África e com a América do Sul a constarem do seu radar.

A saída de Angola do seio da OPEP deixa o país liderado por João Lourenço mais ‘livre’ para controlar a extração de petróleo dentro do quadro dos seus interesses nacionais, deixando de lado a obrigação de alinhar com uma organização que, dizem os críticos, está excessivamente sob a alçada da estratégia da Arábia Saudita.

A própria agência disso dava nota: “identificar novas áreas para parcerias estratégicas no domínio do petróleo, a maior moeda de troca de Angola”. Em 2022, o volume de trocas comerciais atingiu 27,8 mil milhões de dólares, dos quais pouco mais de 23 mil milhões representaram as exportações de Angola para a China, essencialmente petróleo, segundo dados oficiais.