A situação no Médio Oriente agravou-se esta quinta-feira, com novos ataques a infraestruturas energéticas e ameaças de resposta militar por parte de países da região. O aumento da violência está a gerar preocupações globais, sobretudo no setor energético e na estabilidade económica internacional.
A Arábia Saudita advertiu o Irão de que poderá avançar com uma ação militar, sublinhando que a sua “paciência não é ilimitada”. O ministro dos Negócios Estrangeiros saudita indicou que uma eventual resposta poderá ocorrer a qualquer momento, após uma série de ataques que atingiram vários países aliados.
Entre os incidentes mais recentes, autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade de Yanbu, no Mar Vermelho, sem registo imediato de vítimas. Estes ataques surgem no contexto de retaliações iranianas após ofensivas conduzidas por Israel e pelos Estados Unidos contra território iraniano.
No Golfo Pérsico, o Irão intensificou ações contra infraestruturas energéticas, atingindo instalações de gás natural e refinarias em países como o Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Incêndios de grande dimensão foram registados, obrigando à suspensão parcial da produção em algumas unidades estratégicas.
Também o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz está sob forte pressão. O parlamento iraniano debate a possibilidade de impor taxas à circulação de navios, enquanto os Estados Unidos e aliados analisam medidas para garantir a segurança da navegação numa das rotas mais importantes do comércio mundial.
A escalada já tem impacto direto nos mercados: os preços do gás na Europa dispararam cerca de 35%, enquanto o petróleo registou novas subidas, refletindo o receio de interrupções no abastecimento global.
Entretanto, a China condenou os ataques contra líderes iranianos e apelou ao fim imediato das hostilidades, alertando para o risco de a situação sair do controlo. Pequim defende uma solução diplomática e um cessar-fogo urgente.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou não ter tido conhecimento prévio de um ataque israelita a um importante campo de gás iraniano, embora fontes indiquem que Washington poderá ter sido informado antecipadamente.
Perante o agravamento do conflito, países como o Japão já começaram a adotar medidas para mitigar os efeitos económicos, incluindo o regresso de subsídios aos combustíveis para conter a subida dos preços.
A evolução dos acontecimentos mantém-se incerta, com receios crescentes de que o conflito possa alastrar e afetar de forma mais profunda a economia global e a segurança energética.

