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Processos por branqueamento de capitais aumentam quase 20% em Moçambique em 2025

Operações financeiras suspeitas continuam a preocupar

by Marcelino Gimbi

O número de processos ligados ao branqueamento de capitais em Moçambique cresceu 19,4% em 2025, atingindo 228 novos casos, segundo dados apresentados no Parlamento pelo procurador-geral da República, Américo Letela. No mesmo período, o Ministério Público congelou mais de quatro mil milhões de meticais, o equivalente a cerca de 54 milhões de euros, associados a investigações financeiras.

De acordo com o relatório anual do Ministério Público, os 228 novos processos somaram-se a 428 transitados de anos anteriores, totalizando 656 casos analisados ao longo do ano. Entre estes, 59 foram concluídos e 43 arquivados, permanecendo os restantes em tramitação.

Durante a apresentação, o procurador-geral alertou para a persistência de movimentos de grandes quantias de dinheiro de origem suspeita. Em muitos casos, os valores são depositados em numerário de forma fragmentada e depois transferidos pelo sistema bancário, sendo levantados rapidamente.

As investigações indicam que as operações são frequentemente justificadas com alegadas importações, compra de bens com sobrefaturação ou investimentos imobiliários. Mais recentemente, esquemas envolvendo criptoactivos passaram também a ser identificados pelas autoridades.

No plano internacional, Moçambique deixou a chamada “lista cinzenta” do Grupo de Ação Financeira Internacional em outubro de 2025, após três anos sob vigilância. Apesar do reconhecimento internacional, o Ministério Público alertou que o país deve reforçar as medidas para evitar um eventual regresso à lista, sublinhando a necessidade de maior controlo do sistema financeiro.

Na mesma intervenção, Américo Letela revelou que pelo menos 462 pessoas já foram condenadas desde o início dos ataques terroristas em Cabo Delgado. O responsável defendeu a criação de programas de desradicalização para condenados e maior coordenação institucional, incluindo a implementação de uma secção judicial especializada na província.

Segundo o procurador-geral, o financiamento do terrorismo continua a ocorrer através de diversas fontes, entre as quais a cobrança ilegal de valores em barricadas instaladas nas estradas, reforçando a urgência de medidas adicionais de combate a este fenómeno.

Lusa

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