O empresário e dirigente político Beto Kangamba veio a público rejeitar acusações de perseguição a ativistas e de alegado financiamento ilícito com recurso a um suposto “saco azul”. Em declarações recentes, Kangamba classificou as alegações como calúnias recorrentes em períodos pré-eleitorais e reafirmou a sua fidelidade ao MPLA.
Para o dirigente da área de mobilização do MPLA, não existe qualquer fundamento nas acusações de que estaria a financiar campanhas contra adversários políticos ou ativistas. “Não há saco azul, nem saco preto. São acusações antigas que surgem sempre que se aproximam as eleições”, afirmou, sublinhando que é empresário há vários anos e que a sua atividade económica é independente de qualquer estrutura partidária.
Kangamba garantiu manter uma relação sólida com a direção do partido e com o seu presidente, João Lourenço, afastando qualquer cenário de deslealdade. “Trair o partido só quando eu estiver morto”, declarou, reforçando o seu compromisso histórico com a organização.
O empresário rejeitou igualmente rumores de alegadas perseguições contra figuras como Norberto Garcia, assegurando que mantém uma relação de amizade e camaradagem com o político, construída ao longo de vários anos de militância. Para Kangamba, as narrativas de conflito interno não passam de tentativas externas de criar divisões.
Sobre críticas feitas por ativistas residentes no exterior, incluindo referências a Zé Tó e à ativista conhecida como Léa Laura, o empresário afirmou não ter qualquer intenção de avançar com processos judiciais, considerando que tais declarações fazem parte do debate público. “Não tenho tempo para perseguir ninguém. Cada um deve fazer o seu trabalho com responsabilidade”, disse.
Kangamba apelou ainda à serenidade no espaço público, defendendo que o ativismo deve concentrar-se na melhoria das condições sociais e no debate construtivo, em vez de ataques pessoais. “Os ativistas devem contribuir para melhorar a água, a luz e as condições de vida das populações. Não é com ofensas que se constrói o país”, acrescentou.
O dirigente concluiu reiterando que não teme críticas nem “rabo de palha”, afirmando estar tranquilo quanto à sua atuação política e empresarial. Para Kangamba, as acusações fazem parte do jogo político, mas não abalam a sua posição nem a sua relação com o partido e os seus apoiantes.

