Numa nota de imprensa, o grupo parlamentar do maior partido político na oposição mostra-se preocupado com as consequências das chuvas ocorridas na província de Benguela, no sábado, causando vários mortos e feridos, além da inundação e destruição de residências, pontes, viaturas e vários desalojados.
“O grupo parlamentar da UNITA entende que a falta de manutenção e fiscalização das obras do executivo, está na base do rompimento do dique sobre o rio Cavaco, pois este é um problema já registado na primeira década do século XXI, naquela parcela do país, quando em 2003 e 2004, vários cidadãos perderam as suas vidas por consequência das cheias e o rompimento do dique construído e reconstruído várias vezes sobre o rio Cavaco”, lê-se na nota.
Esta posição surge na sequência das enxurradas que se registam na província de Benguela, resultando no fim de semana, no transbordo do rio Cavaco, com um balanço preliminar de cinco mortos e mais de 1.500 pessoas resgatadas.
As chuvas torrenciais voltaram a atingir Angola neste fim de semana, com destaque para a província de Benguela, onde o transbordo do rio Cavaco deixou vários bairros submersos, nomeadamente Calomanga, Seta Antiga, Massangarala, Compão, Capiandalo, Cawango, Cotel e Calomburaco.
Ainda em Benguela, ficou cortada a circulação entre os municípios de Lobito e Benguela. Antes das chuvas do fim de semana anterior, a província de Benguela já tinha o registo de 26 óbitos.

