A empresa chinesa Sichuan Yahua Industrial Groupo anunciou que obteve uma quota de exportação válida por seis meses para concentrados de lítio provenientes do Zimbabué, cerca de dois meses após o Governo ter suspendido as vendas externas deste recurso estratégico para a produção de baterias.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, a quota deverá permitir à empresa manter a produção regular na mina de Kamativi, onde opera, enquanto conclui os procedimentos necessários para retomar as exportações.
A decisão surge depois de o Executivo zimbabuano ter autorizado quotas de exportação para duas mineradoras chinesas adicionais — Chengxin Lithium e Sinomine Resources— que também exploram lítio no país.
O Governo tinha suspendido, em fevereiro, as exportações de minerais em bruto e concentrados de lítio, alegando irregularidades e perdas financeiras. No início deste mês, as autoridades informaram os produtores de que passariam a implementar um sistema de quotas, associado à exigência de maior processamento local do mineral.
Em 2025, o Zimbabué exportou cerca de 1,13 milhão de toneladas de concentrado de espodumena para a China, o equivalente a aproximadamente 15% das importações chinesas deste material.
Entretanto, a produtora de materiais para baterias **Huayou Cobalt**, também investidora no sector mineiro zimbabuano, afirmou não ter recebido qualquer notificação oficial sobre as novas medidas, de acordo com a imprensa estatal.

