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Reforma policial em Angola sob críticas: “A ordem para matar vem de cima”, afirma ativista

by Marcelino Gimbi

Luanda – O Ministério da Administração Interna lançou uma campanha nacional que prevê a formação de mais de cinco mil agentes da Polícia Nacional em áreas como Direitos Humanos, línguas nacionais e linguagem gestual. A iniciativa, desenvolvida em parceria com várias instituições públicas e privadas, tem como objetivo reforçar a proximidade entre forças de segurança e comunidades.

No entanto, a medida está a gerar ceticismo. Em entrevista à DW África, a ativista cívica Laura Macedo considerou o projeto “ótimo em teoria”, mas alertou que o problema não está apenas nos agentes de base, e sim nas hierarquias superiores.

> “O comando do Ministério do Interior e os oficiais de topo é que deveriam ser os primeiros a receber formação em Direitos Humanos. São eles que transmitem ordens que acabam em violações”, afirmou.

Macedo denunciou que, durante os protestos de julho, acompanhou funerais de várias vítimas alegadamente mortas pela polícia com tiros disparados pelas costas. Para a ativista, isso demonstra que as instruções de repressão não se limitam a erros individuais:

> “Uma ordem de matar não vem de um subinspetor ou de um intendente. Para mim, vem de muito mais acima. Por isso, é preciso começar a educar quem está no topo da cadeia de comando.”

A ativista também criticou o modelo de policiamento de proximidade, classificando muitos agentes destacados nos bairros como “bufos” e não como promotores de confiança comunitária.

Enquanto o Governo apresenta a campanha como um passo para humanizar a polícia, setores da sociedade civil pedem investigações sérias e responsabilização pelos abusos recentes.

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