Apesar de estar em vigor o período de veda do carapau, pescadores e operadores do sector denunciam a continuação da captura ilegal da espécie em várias zonas costeiras da província de Luanda, colocando em risco a preservação dos recursos marinhos.
De acordo com informações divulgadas pela Confederação dos Operadores de Pesca e Aquicultores de Angola (COPAA), grupos de cidadãos estrangeiros estariam a realizar actividades de pesca durante a noite, utilizando embarcações e redes de arrasto em praias e áreas de reprodução de espécies marinhas. A situação ocorre mesmo com a proibição da captura do carapau, vigente entre 1 de Julho e 31 de Agosto.
As denúncias apontam que as praias de Massangano e do Cacuaco figuram entre os locais mais afectados, onde são utilizados métodos considerados destrutivos, capazes de capturar indiscriminadamente diferentes espécies, comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
O presidente da COPAA e da Associação de Pesca Industrial e Semi-Industrial de Luanda, Mateus Azevedo, manifestou preocupação com o cenário e esclareceu que a legislação angolana não autoriza a concessão de licenças de pesca artesanal a cidadãos estrangeiros. Segundo o responsável, a eventual participação destes indivíduos nas actividades ilegais poderá estar associada a funcionários de instituições nacionais, que seriam os verdadeiros responsáveis pela operação.
Os operadores do sector defendem um reforço da fiscalização nas zonas costeiras durante o período de veda, alertando que o incumprimento das regras ameaça a sustentabilidade da pesca e a recuperação das espécies marinhas, fundamentais para a segurança alimentar e para a economia das comunidades piscatórias.

