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CEDEAO pressiona junta militar da Guiné-Bissau a avançar para transição inclusiva

by Marcelino Gimbi

Bissau – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) apelou à junta militar que governa a Guiné-Bissau para que avance rapidamente com um processo de transição política liderado por um Governo inclusivo e representativo da diversidade política e social do país.

O apelo foi reiterado pelo Presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio, que exerce atualmente a presidência rotativa da CEDEAO, após uma missão de alto nível realizada no fim de semana a Bissau. Segundo Maada Bio, as conversações com o alto comando militar foram construtivas, mas serviram para reafirmar a posição firme da organização regional quanto à necessidade de um regresso célere à ordem constitucional.

A delegação da CEDEAO reuniu-se com os líderes militares que assumiram o poder após o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, tendo rejeitado o programa de transição anunciado pela junta, que prevê um Governo de transição por um período máximo de um ano, chefiado pelo general Horta N’ta, antigo chefe do Estado-Maior do Presidente deposto, Umaro Sissoco Embaló.

De acordo com decisões tomadas na 68.ª cimeira da CEDEAO, realizada em Abuja, a organização exige uma transição de curta duração, conduzida por civis, bem como a libertação imediata de todos os detidos por motivos políticos. A CEDEAO advertiu ainda que poderá aplicar sanções seletivas a indivíduos ou grupos que dificultem o restabelecimento da legalidade constitucional.

Um dos principais pontos de desacordo entre a CEDEAO e a junta militar prende-se com a composição do Governo de transição. A organização regional defende um executivo inclusivo, com duração aproximada de quatro meses, e insiste igualmente na libertação do líder da oposição e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

Após as reuniões com os militares, a missão da CEDEAO manteve encontros com várias figuras políticas, incluindo o candidato independente Fernando Dias da Costa e outros dirigentes que se refugiaram na Embaixada da Nigéria na sequência do golpe.

A delegação foi liderada por Julius Maada Bio e integrou o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, bem como o presidente da Comissão da CEDEAO, Omar Alieu Touray, que chegaram a Bissau no sábado.

O golpe de Estado ocorreu na véspera do anúncio dos resultados provisórios das eleições presidenciais e legislativas realizadas a 23 de novembro, tendo sido amplamente condenado pela CEDEAO, pelas Nações Unidas, pela União Africana, pela União Europeia e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), todas exigindo o restabelecimento imediato da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

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