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Mondlane acusa assassinato de 45 membros ligados ao partido ANAMOLA

by Marcelino Gimbi

Maputo – O político moçambicano Venâncio Mondlane afirmou esta quinta-feira que 45 pessoas associadas ao seu projeto político, hoje formalizado como partido ANAMOLA, foram mortas ao longo do último ano, num contexto que classifica como de perseguição política e degradação dos direitos humanos no país.

Em declarações à imprensa, Mondlane disse que os crimes terão ocorrido após as eleições gerais de outubro, sublinhando que, apesar das queixas apresentadas às autoridades, não houve até ao momento respostas concretas. “Foram assassinados 45 quadros do nosso projeto, que na altura ainda não era partido e que hoje está legalmente constituído. Até agora não recebemos esclarecimentos”, declarou.

O líder da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) acrescentou que, no último ano, a situação dos direitos humanos em Moçambique se agravou significativamente. Segundo explicou, o partido apresentou pelo menos três denúncias formais à Procuradoria-Geral da República, relatando alegados casos de perseguição e violência contra os seus membros.

As declarações surgem no dia em que se assinala um ano do regresso de Mondlane a Maputo, em 9 de janeiro de 2025, após mais de dois meses fora do país. O político havia deixado Moçambique alegando falta de segurança, num período marcado por forte contestação aos resultados das eleições de 9 de outubro de 2024, que deram vitória à Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e ao seu candidato presidencial, Daniel Chapo.

Na altura do seu regresso, o ambiente na capital era de elevada tensão, com manifestações nas ruas e confrontos entre a polícia e apoiantes da oposição, que resultaram em pelo menos oito mortos. Mondlane, que nunca reconheceu oficialmente os resultados eleitorais, chegou a apresentar-se publicamente como “presidente eleito pelo povo”, poucos dias antes da tomada de posse de Daniel Chapo.

Fundado e liderado por Venâncio Mondlane, o partido ANAMOLA obteve reconhecimento legal em agosto do ano passado. Dados divulgados pela própria formação política indicam que, nos primeiros dias após o lançamento oficial, foram registados mais de 64 mil membros, através de um processo de adesão maioritariamente digital. A direção do partido estabeleceu como meta alcançar milhões de militantes em todo o país.

O ANAMOLA prevê realizar o seu congresso em junho de 2026, ocasião em que deverá eleger o presidente do partido, prometendo um processo interno aberto e democrático.

Moçambique viveu vários meses de instabilidade social após as eleições, com protestos, greves e paralisações convocadas pela oposição. Organizações da sociedade civil que acompanharam o processo eleitoral estimam que mais de 400 pessoas tenham morrido em confrontos com as forças de segurança. A tensão começou a diminuir após encontros entre Venâncio Mondlane e o Presidente Daniel Chapo, com o objetivo declarado de promover a pacificação do país.

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