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São Tomé e Príncipe: Escala de navio militar russo gera polémica e acusações de “secretismo”

by Marcelino Gimbi

Um navio de guerra russo esteve atracado em São Tomé e Príncipe entre os dias 3 e 5 de janeiro, numa visita oficial enquadrada no acordo de cooperação técnico-militar assinado em 2024. A operação, entretanto, desencadeou críticas da Ação Democrática Independente (ADI), que acusa o Governo e o Presidente da República de manterem o Parlamento à margem da chegada e movimentação da embarcação.

A informação foi confirmada pelo Gabinete de Assessoria do Ministério da Defesa e Ordem Interna, que descreveu a passagem do navio como uma “visita de trabalho” destinada a prestar apoio técnico-militar às Forças Armadas são-tomenses.

A ADI, liderada por Patrice Trovoada — que assinou o acordo militar com Moscovo enquanto chefiava o Governo — afirma que o desembarque de carga do navio ocorreu sem o devido conhecimento do Parlamento, o que violaria as normas de comunicação exigidas em matéria de defesa e segurança.

Analistas ouvidos relativizam as acusações. Para Danilo Salvaterra, a principal falha, caso exista, é de procedimento: “Se houve algum erro, foi o Parlamento não ter sido informado, como determinam as leis do país”, destacou. No entanto, o especialista considera as críticas da ADI um reflexo de conflitos internos que, segundo afirma, “não deviam sobrepor-se aos interesses nacionais”.

O analista Alzemiro dos Prazeres aponta que a controvérsia ocorre num contexto de tensões dentro da própria ADI, partido ao qual pertencem tanto o Presidente Carlos Vila Nova como o atual primeiro-ministro Américo Ramos.

Segundo o analista, a oposição da ADI à presença do navio russo contrasta com o facto de ter sido o próprio partido a negociar e assinar o acordo militar com Moscovo. “Parece mais uma disputa interna do que uma preocupação real com o conteúdo do acordo”, afirmou.

O acordo de cooperação técnico-militar com a Rússia prevê exercícios conjuntos, troca de informações, formação e o trânsito de aeronaves e navios russos em território são-tomense. Para Alzemiro dos Prazeres, a escala do navio enquadra-se nos compromissos assumidos: “A passagem por dois ou três dias é normal dentro do que foi acordado”.

Os especialistas recordam ainda que as Forças Armadas de São Tomé e Príncipe utilizam equipamento de origem russa, sendo natural que parte do apoio técnico e logístico continue a chegar daquele país.

Apesar de reconhecer a legitimidade da cooperação militar, Danilo Salvaterra critica o excesso de secretismo que, na sua opinião, alimenta suspeitas públicas. “Tudo o que envolve defesa tem um certo nível de reserva, mas em São Tomé e Príncipe exagera-se no sigilo. Isso cria desconfiança onde não deveria existir”, conclui.

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