Lisboa — A Microsoft confirmou um investimento adicional de 10 mil milhões de dólares (cerca de 9,3 mil milhões de euros) no centro de dados que está a construir em Sines, consolidando Portugal como um dos principais polos tecnológicos da Europa.
Em entrevista ao jornal Negócios, Brad Smith, presidente da Microsoft, destacou que o país “já ganhou” a corrida pela instalação da gigafábrica de Inteligência Artificial (IA) da empresa. O responsável sublinhou que Portugal reúne as condições ideais para acolher infraestruturas críticas de computação em nuvem e IA, como estabilidade política, talento qualificado e conectividade internacional.
“Portugal é hoje um exemplo de como um país pode apostar na inovação e colher frutos a longo prazo. O investimento em Sines é apenas o início de uma nova fase”, afirmou Brad Smith.
O centro de dados de Sines, que faz parte da estratégia global da Microsoft para expandir a sua rede de infraestruturas de nuvem e IA, deverá criar milhares de empregos diretos e indiretos, impulsionar o setor tecnológico português e atrair novos investimentos para a região do Alentejo.
O investimento reforça também o posicionamento de Portugal como hub tecnológico europeu, depois de outras empresas multinacionais terem escolhido o país para instalar centros de desenvolvimento, inovação e investigação em IA.
De acordo com fontes próximas do projeto, a construção do complexo avança a bom ritmo e deverá entrar em operação nos próximos dois anos, tornando-se uma das maiores infraestruturas de tecnologia de dados da Europa.
Com este anúncio, a Microsoft reafirma o compromisso de longo prazo com Portugal e reforça a sua presença estratégica na Europa, num momento em que a corrida pela liderança na Inteligência Artificial acelera entre as maiores empresas tecnológicas do mundo.

