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Trump ameaça processar BBC por edição de discurso; direção da emissora demite-se

by Marcelino Gimbi

Londres — A BBC confirmou esta segunda-feira ter recebido uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando com uma ação judicial após a emissora britânica ter transmitido uma versão editada de um discurso de 2021, que, segundo o político, o fazia parecer incentivar os motins no Capitólio.

A polêmica resultou na demissão do diretor-geral Tim Davie e da diretora-geral da BBC News, Deborah Turness, que anunciaram a saída no domingo, reconhecendo “um erro de julgamento” na produção do documentário Trump: A Second Chance?, exibido dias antes das eleições presidenciais de 2024.

O programa Panorama incluiu excertos de um discurso proferido por Trump em janeiro de 2021, nos quais o ex-presidente contestava os resultados das eleições de 2020. A edição combinou frases de diferentes momentos da intervenção, criando a impressão de que Trump teria dito: “Vamos caminhar até ao Capitólio e lutar como o diabo”.

Na versão original, porém, o republicano apenas afirmou: “Lutamos como o inferno. E se não lutarmos como o inferno, não teremos mais um país”, sem mencionar o Capitólio — e chegou a pedir manifestações pacíficas, trecho omitido no documentário.

Em carta enviada ao Parlamento britânico, o presidente da BBC, Samir Shah, defendeu que a montagem visava “transmitir a mensagem geral do discurso” e ajudar o público a compreender a reação dos apoiantes de Trump. Ainda assim, admitiu que o caso gerou “mais de 500 queixas formais” e que a emissora “está a avaliar a resposta adequada” à notificação do presidente norte-americano.

Na sua carta de demissão, Tim Davie assumiu “a responsabilidade final pelos erros cometidos”, enquanto Deborah Turness afirmou que deixou o cargo “para proteger a integridade da BBC”, rejeitando, no entanto, as acusações de parcialidade. “Os nossos jornalistas são trabalhadores dedicados e imparciais. Erros acontecem, mas não existe preconceito institucional”, garantiu.

Trump reagiu através da sua plataforma Truth Social, agradecendo ao Daily Telegraph por ter “exposto os jornalistas corruptos da BBC”, e acusou a emissora de tentar “influenciar uma eleição presidencial”.

Fundada há 103 anos, a BBC é financiada por uma taxa anual paga pelos lares britânicos e tem obrigação legal de manter imparcialidade. Contudo, enfrenta críticas recorrentes de diferentes setores políticos — conservadores acusam-na de enviesamento à esquerda, enquanto progressistas veem nela um viés pró-governamental.

A emissora também tem sido alvo de controvérsias na cobertura de temas internacionais, como o conflito entre Israel e o Hamas. Em fevereiro, retirou um documentário sobre Gaza do seu serviço de streaming após se descobrir que o narrador infantil era filho de um funcionário do governo do Hamas.

O governo trabalhista britânico, liderado por Keir Starmer, saiu em defesa da instituição. O porta-voz do primeiro-ministro, Tom Wells, afirmou que o executivo apoia “uma BBC forte e independente”, mas sublinhou que “a emissora deve agir com rapidez para corrigir os erros e manter a confiança do público”.

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