Luanda — Teve início esta quinta-feira, em Luanda, o Congresso Nacional da Reconciliação, uma iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) dedicada à reflexão sobre a paz, inclusão e unidade nacional, no contexto das comemorações dos 50 anos da independência de Angola.
Com o lema “Eis que faço novas todas as coisas”, o encontro reúne durante dois dias mais de quinhentas personalidades de diferentes setores da sociedade, entre líderes religiosos, políticos, académicos e representantes da sociedade civil.
O Presidente da República, João Lourenço, convidado para o evento, não participou na sessão de abertura por motivos de agenda de Estado, informou a organização.
Na sessão inaugural, o arcebispo de Saurimo e presidente da CEAST, Dom José Manuel Imbamba, destacou que o congresso pretende criar um espaço de diálogo e reflexão nacional sobre o percurso histórico e os desafios futuros de Angola.
“A dimensão espiritual do nosso processo é essencial nesta hora festiva. Queremos cultivar um ambiente que promova a confiança mútua, o diálogo, a tolerância, a justiça restauradora e o perdão pacificador”, afirmou o líder católico.
Segundo Dom Imbamba, o encontro é também um momento de introspeção coletiva, que visa revisitar os altos e baixos da história nacional, identificar as lições aprendidas e renovar o compromisso com um futuro mais justo e fraterno.
“Convidámos todas as sensibilidades sociais do país para, à luz da experiência bíblica do jubileu, revisitar a nossa história e delinear caminhos que nos permitam fazer novas todas as coisas, começando por nós mesmos”, acrescentou.
Os trabalhos do congresso pretendem resultar num compromisso nacional de reconciliação, que servirá como guia simbólico para as próximas cinco décadas de independência.
A CEAST sublinha que o evento é uma oportunidade para reforçar o diálogo interinstitucional e consolidar a paz, num momento em que Angola reflete sobre o legado das últimas cinco décadas de liberdade.
As jornadas terminam no domingo, 9 de novembro, com uma missa de ação de graças pelos 50 anos da independência, a realizar-se em Luanda, encerrando oficialmente as atividades da conferência episcopal no âmbito das comemorações nacionais.

