Luanda – Três anos após a tomada de posse para o seu segundo mandato, o Presidente João Lourenço continua a ser alvo de críticas pela gestão das prioridades nacionais. O analista David Sambongo considera que o chefe de Estado angolano tem dado maior atenção à política externa, em detrimento de questões internas urgentes, como a fome e a pobreza.
Em declarações recentes, Sambongo apontou falhas na estratégia de combate à malária e destacou a execução quase nula dos programas sociais. Segundo o analista, até junho de 2025, apenas 1% dos recursos destinados ao combate à pobreza foi efetivamente implementado, revelando fragilidades na aplicação prática das políticas públicas.
O especialista sublinha que, apesar dos esforços diplomáticos de João Lourenço no plano internacional, a realidade doméstica continua marcada pela falta de soluções para problemas estruturais, como o acesso a alimentos, saúde e condições básicas de vida para milhões de angolanos.

