Monsanto – Perante os efeitos da depressão Kristin e de outros sistemas meteorológicos adversos que têm afetado o território nacional, a Força Aérea Portuguesa intensificou a monitorização do país a partir do Centro de Operações Espaciais, localizado em Monsanto, prestando apoio direto às autoridades de proteção civil na gestão da resposta de emergência.
A partir desta unidade estratégica, considerada um dos núcleos operacionais mais sensíveis da Força Aérea, está a ser recolhida e analisada informação proveniente de satélites, permitindo acompanhar a evolução das condições meteorológicas e dos níveis de água em diferentes regiões. Os dados são partilhados em tempo útil com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, ajudando a definir prioridades e a direcionar meios de socorro para as zonas mais afetadas.
Em declarações ao ECO/eRadar, o chefe do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, coronel Pedro Costa, explicou que o apoio prestado assenta essencialmente em dois eixos principais. O primeiro passa pela disponibilização de imagens de satélite de radar, uma tecnologia que permite obter informação fiável mesmo em condições de forte nebulosidade ou durante a noite. O segundo eixo consiste na elaboração de relatórios sobre os níveis de água em áreas críticas do país, informação fundamental para a prevenção de cheias e outros riscos associados.
Segundo o responsável, este trabalho é desenvolvido em articulação não apenas com a Proteção Civil, mas também com outras entidades, como a Agência Portuguesa do Ambiente e as forças no terreno, tendo envolvido numa fase inicial a empresa e-Redes. O objetivo, sublinha, é garantir uma resposta coordenada e informada face às intempéries que têm atingido o país.
Enquanto novas depressões se aproximam, a vigilância mantém-se ativa a partir de Monsanto, onde tecnologia espacial e análise operacional se conjugam para apoiar a proteção das populações e a gestão de situações de emergência.

