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Seguro e Ventura protagonizam debate decisivo na corrida à Presidência da República

by Marcelino Gimbi

A poucos dias da segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro e André Ventura enfrentam-se esta terça-feira no único debate da campanha, num confronto considerado determinante para a disputa do Palácio de Belém. O frente-a-frente colocará em oposição dois projetos políticos distintos, marcados pela ideia de moderação, defendida por Seguro, e pela rutura com o sistema, assumida por Ventura.

O debate, com duração prevista de 75 minutos, tem início às 20h30 e será transmitido em simultâneo pela RTP1, SIC e TVI. A segunda volta das presidenciais está agendada para 8 de fevereiro, depois de, na primeira volta realizada a 18 de janeiro, Seguro ter obtido 31,1% dos votos e Ventura 23,5%.

Os dois candidatos já se tinham confrontado num debate televisivo a 17 de novembro, ainda antes de estar definida a passagem à segunda volta. Esse encontro acabou por ser o mais acompanhado de toda a série de debates da primeira fase da campanha, registando cerca de 1,52 milhões de telespetadores.

Nesse primeiro embate, questões como as alterações à legislação laboral e a greve geral convocada pelas centrais sindicais para dezembro de 2025 dominaram a discussão, evidenciando diferenças profundas entre ambos. André Ventura procurou então associar o antigo líder socialista ao Partido Socialista e à herança de anteriores governações, enquanto Seguro respondeu acusando o líder do Chega de desrespeitar os eleitores que o tinham elegido recentemente deputado.

Tudo indica que o debate desta terça-feira seguirá um tom semelhante, marcado por um confronto direto e intenso entre dois estilos e visões distintas para a Presidência da República.

António José Seguro regressou à vida política após cerca de uma década afastado da primeira linha, ao anunciar a sua candidatura presidencial. Antigo secretário-geral do PS, apresenta-se como candidato independente, apesar do apoio formal do partido, afirmando concorrer sem vínculos partidários e com uma candidatura aberta a todos os democratas.

Natural de Penamacor, é mestre em Ciência Política e licenciado em Relações Internacionais. Iniciou o seu percurso político na Juventude Socialista, que liderou no início da década de 1990, e teve uma ascensão rápida no PS durante a liderança de António Guterres. Ao longo da carreira, foi deputado, secretário de Estado da Juventude, ministro-adjunto, eurodeputado e, mais tarde, secretário-geral do partido.

Após a derrota nas primárias socialistas frente a António Costa, em 2014, afastou-se da política ativa, dedicando-se ao ensino universitário e à atividade empresarial. Em 2025, confirmou a candidatura à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa, assumindo-se como “o candidato da moderação”, defensor da democracia e opositor dos extremismos.

Na noite eleitoral da primeira volta, Seguro afirmou querer ser “o Presidente de todos os portugueses” e apelou à união de democratas, progressistas e humanistas para travar o extremismo. Mais de duas centenas de personalidades fora do espaço socialista já declararam apoio público à sua candidatura.

André Ventura, líder e fundador do Chega, apresenta-se como o rosto da rutura com o que designa por “velho sistema político”. Professor universitário de Direito, antigo inspetor da Autoridade Tributária e comentador televisivo, ganhou notoriedade pública antes de entrar na política partidária.

Natural de Algueirão–Mem Martins, iniciou a militância política no PSD, tendo sido eleito vereador em Loures nas autárquicas de 2017, numa campanha marcada por declarações polémicas sobre a comunidade cigana. Em 2018 rompeu com a direção social-democrata e, no ano seguinte, fundou o Chega.

Apesar de um processo de legalização conturbado, o partido cresceu rapidamente. Em 2019, Ventura entrou no Parlamento como deputado único; em 2022, o Chega elegeu 12 deputados; e nas eleições seguintes ultrapassou a fasquia de um milhão de votos, consolidando-se como uma das principais forças políticas do país.

Ao longo do percurso, Ventura acumulou polémicas associadas a posições duras sobre imigração, criminalidade e minorias, bem como propostas como a prisão perpétua e a castração química para crimes sexuais, o que lhe valeu críticas e condenações de várias entidades.

Depois de ter ficado em terceiro lugar nas presidenciais de 2021, Ventura volta agora a candidatar-se, apoiado por um partido mais forte eleitoralmente. Defende uma Presidência interventiva, promete mudanças profundas, incluindo revisões constitucionais, e afirma querer liderar uma “Quarta República”.

O debate desta terça-feira surge, assim, como um momento-chave para influenciar a decisão dos eleitores na reta final da corrida presidencial.

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