Angola apresentou um plano ambicioso para reforçar a sua posição no setor diamantífero global, apostando no aumento da produção, na atração de investidores estrangeiros e na valorização da cadeia de negócio, com o objetivo de se afirmar como líder internacional.
O primeiro passo já está em curso: a expansão da produção. Em 2024, o país registou um crescimento de 43,8%, alcançando 14,02 milhões de quilates. Com este desempenho, Angola consolidou-se como o terceiro maior produtor mundial, ficando atrás apenas da Rússia, com 37,3 milhões de quilates, e do Botsuana, que produziu 18,12 milhões, de acordo com os dados do Processo de Kimberley, mecanismo internacional de certificação criado em 2003 para travar o comércio de “diamantes de sangue”.
Com este avanço, Angola reduziu significativamente a distância em relação ao Botsuana, consolidando a sua presença no pódio e demonstrando capacidade para disputar o segundo lugar do ranking mundial.
O plano nacional prevê não apenas o crescimento da produção, mas também a integração de segmentos que permitam capturar maior valor dentro do país, nomeadamente no corte, lapidação e comercialização, reduzindo a dependência da exportação em bruto.
Ao mesmo tempo, o Governo procura tornar Angola mais atrativa para investidores estrangeiros, reforçando a regulação, a transparência e os incentivos para o setor, de modo a transformar o país numa referência internacional da indústria diamantífera.

