O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, respondeu este sábado (20.09) às recentes ameaças do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, garantindo que não teme as pressões de Washington e defendendo a liberdade e a soberania do país.
“O povo venezuelano diz ao império: basta de ameaças! Viva a pátria livre e soberana”, declarou Maduro em discurso transmitido pela televisão estatal VTV, acrescentando que os EUA “temem-nos porque não temos medo”.
O líder venezuelano assegurou que as ameaças norte-americanas apenas reforçam a unidade nacional. “Estamos mais unidos do que nunca para garantir a soberania, a paz e o direito à vida e ao trabalho do povo”, disse, elogiando o caráter “guerreiro, rebelde e livre” dos venezuelanos.
O apelo de Maduro estendeu-se também aos países da América Latina e Caraíbas, aos quais pediu solidariedade perante as tensões com os Estados Unidos. No mesmo dia, o exército venezuelano iniciou um programa de treino em várias comunidades para ensinar civis a manusear armas.
As declarações de Caracas surgiram horas depois de Donald Trump ter exigido que a Venezuela aceitasse de volta prisioneiros e pacientes psiquiátricos que, segundo o presidente norte-americano, foram “enviados à força” para território dos EUA. “Façam-nos sair do nosso país imediatamente, senão o preço será incalculável”, advertiu Trump, numa mensagem publicada nas redes sociais.
Nos últimos dias, Washington reforçou a sua presença militar nas Caraíbas, com o envio de navios de guerra e dez caças F-35 para Porto Rico, oficialmente no âmbito de uma operação antidroga. Os EUA acusam Maduro de liderar uma rede de narcotráfico que abastece o mercado norte-americano.
A oposição venezuelana, através do partido Vontade Popular, manifestou apoio à ação militar norte-americana, defendendo a necessidade de aumentar a pressão política, económica e diplomática para acelerar uma transição democrática no país.

