As principais bolsas norte-americanas iniciaram a sessão desta quinta-feira em terreno positivo, enquanto os preços do petróleo registaram uma queda superior a 3%, pressionados pelas expectativas de menor procura e pelo aumento dos stocks de crude nos Estados Unidos.
Na abertura de Wall Street, o S&P 500 avançava 0,71%, para 7.803,28 pontos. O Nasdaq ganhava 0,87%, atingindo 26.819,69 pontos, enquanto o Dow Jones subia 0,38%, para 53.975,52 pontos.
Na Europa, o desempenho das bolsas era maioritariamente positivo, embora alguns dos principais índices apresentassem ligeiras perdas.
O DAX, na Alemanha, avançava 0,13%, enquanto o CAC 40, em França, recuava 0,08%. No Reino Unido, o FTSE 100 perdia 0,38%.
Nos restantes mercados, o AEX, dos Países Baixos, subia 0,66%, o espanhol IBEX 35 ganhava 0,37% e o italiano FTSE MIB avançava 0,26%. Em Lisboa, o PSI registava uma valorização marginal de 0,02%.
No mercado energético, a pressão era mais significativa. O preço do Brent recuava 3,47%, para 85,89 dólares por barril, enquanto o crude norte-americano caía 3,77%, para 80,13 dólares.
A descida ocorre apesar das preocupações relacionadas com o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás.
Os investidores estão sobretudo atentos à possibilidade de uma procura global mais fraca e ao aumento das reservas de crude nos Estados Unidos.
Dados divulgados pelas autoridades norte-americanas mostram que as reservas de petróleo bruto registaram, na semana terminada a 7 de agosto, o maior crescimento semanal desde janeiro de 2023.
Os stocks aumentaram 17,4 milhões de barris, atingindo 424,4 milhões. O resultado ficou muito acima das previsões dos analistas, que esperavam uma redução de aproximadamente 1,4 milhões de barris.
Para Giovanni Staunovo, analista do UBS citado pela Reuters, o forte aumento das reservas norte-americanas representa um fator negativo para a evolução dos preços do petróleo.
Ainda assim, o especialista considera que uma descida mais acentuada poderá ser limitada caso os fluxos de petróleo através do Estreito de Ormuz continuem reduzidos.
A situação coloca os mercados perante dois fatores opostos: por um lado, o aumento das reservas e a expectativa de menor procura pressionam os preços; por outro, eventuais constrangimentos no transporte de petróleo pela região estratégica podem limitar as quedas.
No mercado cambial, a moeda única europeia apresentava ligeiras valorizações.
O euro avançava 0,13% face ao dólar, sendo negociado a 1,15375 dólares. Em relação à libra esterlina, a moeda europeia subia 0,07%, para 0,85443 libras.
Os investidores acompanham agora a evolução dos mercados acionistas e das matérias-primas, particularmente o comportamento do petróleo, num contexto marcado pela combinação entre expectativas económicas, níveis elevados de reservas e riscos associados às principais rotas internacionais de energia.

