A Colômbia continua a enfrentar uma situação de emergência após o forte sismo de magnitude 7, que atingiu o país na segunda-feira. Até às 11h30 de terça-feira, hora local, o Serviço Geológico Colombiano tinha registado 99 réplica, seis das quais com magnitude superior a 3,0 e pelo menos uma acima de 4,0.
Uma das réplicas mais significativas atingiu magnitude 3,8 nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó, região situada próxima do epicentro do tremor principal.
O balanço provisório da tragédia aponta para 250 mortos e mais de 900 feridos, enquanto centenas de pessoas continuam desaparecidas.
As equipas de emergência mantêm operações de busca em diferentes áreas atingidas, incluindo Cali, Pereira, Quibdó, Manizales e Armenia. Os trabalhos decorrem em condições particularmente difíceis devido à possibilidade de novos abalos.
O sismo principal ocorreu às 07h34 de segunda-feira, tendo o epicentro sido localizado nas proximidades de San José del Palmar, a uma profundidade estimada em cerca de 103 quilómetros.
De acordo com o Serviço Geológico Colombiano, o fenómeno é considerado o sismo de maior magnitude registado na Colômbia durante o século XXI.
O tremor foi sentido em várias regiões do país, incluindo Bogotá, Medellín, Cali, Popayán, Manizales, Armenia e Pereira, além dos departamentos de Tolima, Huila e Valle del Cauca.
Os efeitos do sismo também foram sentidos fora do território colombiano, nomeadamente no Panamá, Venezuela e Equador.
O forte abalo provocou ainda perturbações nas infraestruturas de transporte. Os aeroportos de Cali, Quibdó e Armenia já retomaram as operações regulares.
Em Pereira, Buenaventura, Cartago e Manizales, contudo, as operações permanecem limitadas, com prioridade para voos humanitários e missões do Estado.
As autoridades concentram esforços na mobilização de equipas de socorro, equipamentos e assistência para as localidades mais atingidas.
O número exato de pessoas desaparecidas ainda não foi determinado. Entre os desaparecidos estão também cidadãos estrangeiros.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, informou que as autoridades espanholas procuravam localizar 164 cidadãos espanhóis cujo paradeiro permanecia por confirmar após o sismo.
Com as operações de salvamento ainda em andamento e novas réplicas a serem registadas, as autoridades colombianas mantêm o balanço da tragédia como provisório.

