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Exportações portuguesas recuam em novembro e importações caem quase 8%, aliviando défice comercial

by Marcelino Gimbi

Lisboa – As exportações portuguesas de bens registaram uma queda de 1,7% em termos homólogos no mês de novembro, enquanto as importações recuaram de forma mais acentuada, 7,9%, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta evolução permitiu uma redução significativa do défice da balança comercial de bens, que diminuiu 629 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com o INE, Portugal exportou em novembro mercadorias no valor de 6.668 milhões de euros, abaixo dos 6.828 milhões registados no mês anterior. Já as importações totalizaram 8.659 milhões de euros. Embora ambos os fluxos já tivessem apresentado descidas em outubro, a contração observada em novembro foi mais expressiva, sobretudo do lado das importações.

Com esta dinâmica, o défice comercial de bens fixou-se em 1.991 milhões de euros, refletindo um desagravamento relevante. No entanto, quando excluídas as transações sem transferência de propriedade — nomeadamente operações associadas a trabalhos por encomenda ou transformação de bens — o cenário torna-se menos favorável. Nestas condições, as exportações caíram 6,2% e as importações apenas 2,8%, o que resultou num agravamento do défice em 167 milhões de euros.

A principal pressão negativa sobre as exportações veio do setor dos combustíveis e lubrificantes, que registou uma quebra expressiva de 64,4%. Segundo o INE, esta evolução resultou sobretudo de uma redução significativa dos volumes transacionados, apesar de se ter verificado um aumento dos preços. A diminuição está associada, em grande medida, à paragem de unidades da refinaria nacional. Excluindo esta categoria, as exportações totais teriam crescido 2,5%.

Em sentido oposto, as exportações de fornecimentos industriais aumentaram 6,9%, impulsionadas essencialmente pelo crescimento das quantidades de produtos químicos vendidos à Alemanha, maioritariamente no âmbito de operações relacionadas com trabalho por encomenda.

No que respeita aos principais parceiros comerciais, as vendas para Espanha diminuíram 6,9%, sobretudo devido à redução das exportações de combustíveis. As exportações para os Estados Unidos registaram igualmente uma forte contração, de 20,8%, também associada à quebra nas vendas de gasolina. Em contraste, as exportações para a Alemanha cresceram 13,3%, apoiadas no aumento das vendas de produtos químicos.

Do lado das importações, destacou-se a redução dos fornecimentos industriais, que caíram 18%, em particular produtos químicos provenientes da Irlanda, maioritariamente ligados a transações sem transferência de propriedade. Também as importações de combustíveis e lubrificantes recuaram de forma significativa, 24,2%, refletindo tanto a diminuição dos volumes importados como a descida dos preços, num contexto igualmente influenciado pela paragem da refinaria nacional.

Entre os países de origem das importações, sobressaiu a forte quebra das compras à Irlanda, que diminuíram 87,4%, sobretudo em produtos químicos associados a operações de trabalho por encomenda.

Os dados de novembro confirmam, assim, um abrandamento do comércio externo português no final do ano, com impacto direto na redução do défice comercial, ainda que condicionado por fatores específicos e temporários, como a interrupção da atividade da refinaria nacional.

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