A escassez de água potável continua a marcar a vida dos habitantes da cidade de Ondjiva, capital da província do Cunene, que já enfrentam mais de dois meses sem fornecimento regular por parte da Empresa de Águas.
By DIÁRIO INDEPENDENTE
A situação, que já levou à propagação de doenças como a cólera em anos anteriores, volta a preocupar a população, que se vê obrigada a recorrer a cacimbas e outras fontes alternativas, muitas vezes sem condições adequadas de consumo.
O residente e ativista social Pedro Mateus Manuel manifestou-se publicamente através de uma carta aberta dirigida à governadora Gerdina Didalelwa, onde questiona a falta de soluções imediatas por parte do Governo Provincial.
“O acesso à água não é luxo, é um direito fundamental. Excelência, será que aceitaria viver dependendo de cacimbas para satisfazer necessidades básicas? O povo merece soluções urgentes e eficazes”, escreveu o ativista.
Na sua intervenção, Pedro Mateus apelou à governadora para intervir diretamente junto da Empresa de Águas, sublinhando que o silêncio das autoridades locais agrava a sensação de abandono e fragiliza a confiança da população.
Até ao momento, não foi apresentada qualquer solução pública para mitigar a crise, e os residentes de Ondjiva dizem-se cansados da ausência de respostas concretas.
A escassez de água em Ondjiva é um problema recorrente que exige medidas urgentes e sustentáveis, sob risco de agravar problemas de saúde pública e comprometer a qualidade de vida da população.

