Vários jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social, nacionais e estrangeiros, foram impedidos de cobrir a visita do Papa Leão XIV devido a constrangimentos no processo de atribuição de credenciais para o evento.
Segundo o Governo, mais de mil profissionais foram credenciados. No entanto, muitos não conseguiram obter o documento, sem que lhes fossem apresentadas razões plausíveis.
De acordo com os relatos, todos os profissionais afetados pertencem a órgãos que se cadastraram previamente para a cobertura, dentro dos prazos estabelecidos.
Os credenciamentos começaram a ser entregues a partir das 10h00 no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), estrutura do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, responsável pela acreditação de órgãos e jornalistas nacionais e internacionais.
Até às 15h00, momento da chegada do Sumo Pontífice, vários profissionais continuavam a aguardar pelas credenciais no CIAM. Impedidos de trabalhar no terreno, jornalistas angolanos e estrangeiros acompanharam os primeiros momentos da visita através dos televisores instalados no centro de imprensa.
Há ainda casos de órgãos de comunicação que solicitaram o credenciamento de oito profissionais, mas receberam autorização apenas para metade.
“É uma desorganização tremenda. Como é possível não haver credenciamento quando o evento já estava anunciado há muito tempo?”, questionou um jornalista estrangeiro.
Outros profissionais também manifestaram indignação. “Não se entende por que não fomos credenciados, se os nossos nomes e órgãos constam da lista. Isto é uma brincadeira”, afirmou um repórter de imagem.
Por sua vez, técnicos do CIAM explicaram que não tinham competência para resolver a situação, uma vez que a instituição tinha apenas a responsabilidade de proceder à distribuição das credenciais.

