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Visita aos bairros Fátima, Compão Baixo e K-1500 Ravina e a indiferença do Governo provincial do Huambo 

by Marcelino Gimbi

Hoje, em nome do Projecto Nós e a Comunidade, estive nos bairros da FÁTIMA, COMPÃO BAIXO E K-1500, no HUAMBO. O que vi e ouvi dos moradores, das autoridades tradicionais, só Deus sabe. São realidades tão gritantes quanto vergonhosas para um país que se proclama em paz há 24 anos e independência quase meio século.

Há famílias que vivem nestas zonas desde 1972. Famílias que viram as suas casas serem engolidas por uma RAVINA que começou como uma simples rachadura na terra, daquelas que uma criança conseguia atravessar com um salto,e hoje é um verdadeiro BURACO NEGRO que devora tudo à sua volta: paredes, histórias, vidas. Mais de trezentas famílias vivem sob risco iminente, muitas já perderam tudo.

Estamos a falar de bairros a dez minutos a pé do Palácio do GOVERNADOR PEREIRA ALFREDO e a dois minutos do asfalto que dá acesso ao calçadão, uma zona “nobre” em termos geográficos, mas completamente esquecida pelas políticas públicas. Trata-se de uma comunidade conhecida, onde chegam água e energia, mas onde o Estado nunca chegou como solução, apenas como ausente cúmplice da desgraça.

Em dezembro do ano passado, casas desabaram pelo avanço descontrolado das ravinas. Eram lares onde famílias viveram toda uma vida. E o que fez o governo provincial? Em vez de responder com planos sérios de contenção e realojamento, preferiu a farsa da maquiagem urbana.

Pintar prédios abandonados e muros de casas privadas como se isso fosse plano de emergência! Usar dinheiro público para pintar fachadas, quando as entranhas da cidade estão a ruir. Isso não é governo, é espetáculo de péssimo gosto com o dinheiro do povo. Um governador que age assim não passa de um aventureiro com poder de assinatura. E sim, falo de PEREIRA ALFREDO, o “delfim” que se comporta como turista de helicóptero, enquanto o POVO afunda em lama e abandono.

Há uma ponte que liga os bairros de K-1500 e Fátima, uma obra que já consumiu vários orçamentos e hoje está a ruir, mais um símbolo de corrupção e má gestão. A ponte está praticamente intransitável, isolando comunidades inteiras e deixando moradores reféns da omissão estatal.

As chuvas estão prestes a começar. E com elas, virão mais quedas de casas, mais desgraça, talvez até mortes. E quando acontecerem, os discursos prontos surgirão: “estamos a estudar soluções”, “foi um fenómeno natural”. Nada disso é natural. O que está a acontecer é o resultado de anos de abandono, irresponsabilidade e desprezo pela vida das pessoas.

ATT:. Governar não é pintar escombros, não é jardinar rotundas, não é fingir que a cidade está bonita para o visitante estrangeiro. Governar é cuidar, é ouvir, é agir. Governar é amar.

 

By: Poeta Ukwanana Defensor dos Direitos Humanos

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