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Uma carta aberta escrita sem as regras exigidas a Polícia Nacional de Angola (Crônicando)

Uma carta aberta escrita sem as regras exigidas a Polícia Nacional de Angola (Crônicando)

by REDAÇÃO

OS HOMENS DE FARDA E OS OSSOS DO SISTEMA.

Dormem em COLCHÕES DE PROMESSAS, cobertos com o LENÇOL RASGADO DA PÁTRIA. COMEM DO PRATO FRIO DA MISÉRIA, servido com talheres de ordens superiores. São os nossos polícias, os gladiadores do Estado quebrado, FARDADOS de OBEDIÊNCIA e FOME.

NÃO TÊM SALÁRIO, TÊM MIGALHAS. Não têm dignidade, têm farda. E com ela, a obrigação de latir quando o dono manda. São treinados para morder o povo que, ironicamente, também é o patrão. E quando sangra o cidadão, quem ri é o palácio.

Transformaram homens em APITOS. Pensam que apitar é fazer justiça. Mas JUSTIÇA, ali, virou palavra proibida. Em vez disso, ensinam-nos a correr atrás de jovens como se fossem pombos soltos no mercado… NÃO PARA PROTEGER, mas para mostrar que ainda sabem correr.

SÃO OS CÃES DA CERCA DO REGIME. MAS CÃES MAGROS, FAMINTOS, DE OLHOS FUNDOS. LATEM NÃO POR CONVICÇÃO, mas por desespero. A cada ordem absurda, enterram mais fundo o resto de humanidade que lhes sobra. E quando pensam, sangram por dentro. Mas não podem parar. Afinal, a coleira aperta mais que a consciência.

Se ao menos soubessem que os donos também os desprezam. Se ao menos percebessem que são os primeiros a serem descartados quando o espetáculo termina. Mas não. MARCHAM. BATEM. GRITAM. E no fim da jornada, voltam para o barraco de chapa, onde nem a esposa dorme mais tranquila, porque sabe que o MARIDO VIROU ARMA DO SISTEMA.

Uma carta aberta escrita sem as regras exigidas a Polícia Nacional de Angola (Crônicando)

SÃO SOLDADOS? Não. São sombras do que poderiam ser. Fantasmas da república falida. Gritam “ORDEM E SEGURANÇA”, mas são vítimas do maior assalto, o da DIGNIDADE.

Na poesia da repressão, eles são os atores tristes. No roteiro da história, serão lembrados como os cães que morderam o próprio POVO, quando deveriam tê-lo protegido. Mas como exigir consciência de quem SÓ CONHECE OBEDIÊNCIA?

E o POVO, coitado, aprende a temer aqueles que deveriam protegê-lo. Porque nesta terra de absurdos, quem grita justiça é silenciado por quem deveria defendê-la. Irônico, não? Mas poemas é o idioma oficial de uma pátria que trata seus polícias como lixo e depois os joga contra o POVO…só para ver quem apodrece primeiro.

 

Poeta Ukwanana Defensor dos Direitos Humanos e Estudante de Ciências da Comunicação

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