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HomeÁFRICABurundi: Embaixada Americana ordena a retirada das famílias de funcionários em Meio...

Burundi: Embaixada Americana ordena a retirada das famílias de funcionários em Meio à intensificação do conflito Regional

A situação na região dos Grandes Lagos tem se agravado, com as tensões entre Ruanda, República Democrática do Congo (RDC) e Burundi tomando rumos cada vez mais perigosos. A embaixada dos Estados Unidos no Burundi, em um comunicado emitido no dia 22 de fevereiro de 2025, informou que ordenou a retirada das famílias dos funcionários da missão diplomática, além de autorizar a saída do pessoal não essencial. A decisão, segundo a embaixada, é motivada pelos crescentes “riscos” no país, devido à instabilidade nas regiões vizinhas.

Nos últimos meses, a situação na RDC se deteriorou drasticamente, com o grupo armado M23, que conta com o apoio de forças ruandesas, avançando sem obstáculos pelas províncias do Kivu do Norte e do Kivu do Sul. O M23 tomou as cidades de Goma e Bukavu, localizadas no leste da RDC, regiões ricas em recursos naturais. O conflito, que já afeta as comunidades locais, tem se estendido cada vez mais em direção ao Burundi, um país vizinho, onde as forças armadas estão envolvidas no apoio ao exército congolês contra os rebeldes.

A embaixada dos EUA em Bujumbura, capital econômica do Burundi, confirmou a ordem de evacuação das famílias de diplomatas, mas garantiu que a missão diplomática continuará a funcionar, oferecendo serviços consulares de emergência. A decisão foi tomada com base nos crescentes riscos de segurança, especialmente nas províncias de Cibitoke e Bubanza, onde milhares de refugiados congoleses têm buscado abrigo.

O Burundi, que já enfrentava um número considerável de refugiados nos últimos meses, viu um aumento significativo em sua população de refugiados. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estimou que cerca de 42.000 pessoas, a maioria mulheres e crianças, cruzaram a fronteira nos últimos 15 dias, fugindo da violência no leste da RDC. A situação humanitária no país é crítica, com os refugiados chegando em condições precárias e o número de refugiados a crescer rapidamente.

O envolvimento do Burundi no conflito é significativo, já que o país tem mantido mais de 10.000 soldados na região para apoiar o exército congolês. No entanto, fontes locais indicam que o Burundi pode estar começando a reduzir suas forças em face dos avanços do M23. Embora autoridades oficiais do governo burundês tenham desmentido essas informações, a presença militar em retirada poderia estar refletindo o impacto das ações do M23.

A situação no terreno também é preocupante. O M23 continua sua ofensiva, avançando para Uvira, uma cidade congolesa localizada na ponta noroeste do Lago Tanganyika, em frente a Bujumbura, capital do Burundi. Relatos de residentes locais indicam um cenário de caos à medida que os combates se aproximam da fronteira com o Burundi.

No cenário diplomático, a ONU condenou formalmente o apoio de Ruanda ao M23, e a comunidade internacional tem pressionado por uma solução pacífica. O chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, fez um apelo público por um “cessar-fogo imediato” em uma conversa com o presidente queniano, William Ruto, destacando que não há uma solução militar para o conflito. Ambos os líderes reafirmaram o compromisso de buscar uma solução diplomática para a crise.

Enquanto isso, os Estados Unidos tomaram medidas concretas, impondo sanções a membros do governo de Ruanda e a empresas vinculadas ao regime, como parte da resposta ao apoio contínuo do país ao M23.

A crise humanitária continua a se intensificar, com cerca de 35.000 pessoas já fugindo para o Burundi desde o início de fevereiro. A maioria são mulheres e crianças, que chegam exaustas e debilitadas. A situação demanda uma resposta urgente da comunidade internacional para mitigar os efeitos do conflito, que afeta diretamente milhares de civis na região.

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