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ONU : voto massivo mas simbólico a favor da adesão dos palestinianos

Em sessão especial hoje sobre o conflito no Médio Oriente, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou nesta sexta-feira, por uma larga maioria, a favor do pedido de adesão dos palestinianos à organização. Apesar disso, esta resolução tem sobretudo um valor simbólico dado que os Estados Unidos, aliados de Israel, ameaçam vetar o texto no Conselho de Segurança.

Uma esmagadora maioria da Assembleia Geral da ONU declarou nesta sexta-feira que os palestinianos têm legitimidade para se tornarem membros de pleno direito da organização. Esta resolução considerando que os palestinianos deveriam “ser admitidos na Organização” e que lhes concede alguns direitos suplementares na qualidade de observador obteve 143 votos a favor, 9 contra e 25 abstenções.

“Já estive centenas de vezes nesta tribuna, mas nunca numa votação tão importante como a de hoje” disse o embaixador palestiniano junto da ONU, Riade Mansour, ao qualificar este momento de “histórico”.

Desde 2012, os palestinianos têm o estatuto de “Estado não Membro Observador” no seio da ONU, sendo que no passado mês de Abril, eles relançaram o seu pedido de adesão plena, após uma primeira tentativa -sem resposta positiva- em 2011.

No contexto actual, todavia, a hipótese de se alcançar este objectivo parece distante, uma vez que para ser bem-sucedida, esta iniciativa requer, pelo menos uma maioria de de dois terços de votos favoráveis na Assembleia-Geral e antes disso, uma recomendação neste sentido por parte do Conselho de Segurança. Ora, em Abril, os Estados Unidos, membros permanentes do Conselho, vetaram esta proposta.

Apesar da resolução votada hoje reclamar que o Conselho de Segurança reconsidere a sua posição relativamente à adesão da Palestina à ONU, Washington que se opõe a qualquer reconhecimento fora de um acordo bilateral entre os palestinianos e o seu aliado israelita, avisaram hoje que, no caso de esta questão tornar a ser examinada no Conselho de Segurança, o “resultado seria o mesmo que em Abril”.

Impasse nas conversações para um cessar-fogo

Este voto aconteceu numa altura em que as conversações para um cessar-fogo na Faixa de Gaza estão no impasse, apesar de apelos à “flexibilidade de ambas as partes” por parte dos mediadores. As delegações israelita e palestiniana deixaram ontem o Cairo onde estavam em conversações com mediadores egípcios, americanos e cataris.

O Hamas tinha validado na segunda-feira uma proposta de trégua em três fases de 42 dias cada, que segundo fontes próximas das conversações incluía uma retirada israelita de Gaza, assim como uma troca de reféns israelitas contra prisioneiros palestinianos, com vista a instaurar um “cessar-fogo permanente”.

Israel, contudo, recusou a proposta alegando que “ela estava aquém dos seus objectivos”. O Estado Hebreu opõe-se a qualquer cessar-fogo definitivo enquanto o Hamas, que qualifica de organização terrorista, tal como os Estados Unidos e a União Europeia, não for derrotado.

Reagindo a esta decisão, o Hamas declarou nesta sexta-feira que esta rejeição é um regresso “à estaca zero” e que “a bola está agora inteiramente no campo” de Israel.

Rafah sob fogo israelita

O voto da Assembleia Geral da ONU a favor da adesão dos palestinianos como membros de pleno direito aconteceu também numa altura em que se aperta o cerco em torno da Faixa de Gaza e em particular Rafah, no sul do enclave.

Após uma noite de bombardeamentos contra aquela cidade, o exército israelita tomou o controlo da sua estrada principal. A zona leste de Rafah está cercada por tanques israelitas e cerca de 110 000 pessoas já fugiram para outras zonas do enclave, segundo a ONU cujo secretário-geral, ainda hoje teceu um novo alerta sobre o risco de uma “catástrofe humanitária colossal”, no caso de Israel ir mais além na sua ofensiva terrestre contra Rafah onde se concentra mais de milhão e meio de pessoas.

Desde terça-feira, Israel tem efectuado incursões em Rafah, desafiando as advertências internacionais, inclusivamente do seu aliado americano que ameaçou interromper a entrega de armas a Israel, no caso de este país atacar a cidade. Ontem, Benjamin Netanyahu, garantiu que o seu país lutaria “sozinho” se fosse necessário e o exército israelita declarou que tinha armas suficientes para “cumprir a sua missão em Rafah”.

Entretanto, nesta sexta-feira, as forças armadas israelitas deram conta da morte de quatro dos seus elementos e de ferimentos em dois outros, devido à explosão de um “engenho” perto de uma escola no bairro de Zeitun, na cidade de Gaza, no norte do enclave.