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Nos EUA mãe de adolescente que matou quatro colegas de escola condenada por homicídio

Jennifer Crumbley foi acusada de quatro homicídios por negligência por não ter ouvido o filho, que se queixava de problemas de saúde mental, e não lhe ter vedado o acesso a armas.

A mãe do adolescente que, em 2021, matou quatro estudantes numa escola secundária no Estado do Michigan, foi considerada culpada de homicídio involuntário nos Estados Unidos, um crime equivalente ao de homicídio por negligência na legislação portuguesa, por não ter impedido os crimes do filho.

Num caso que deverá fazer jurisprudência, Jennifer Crumbley, de 45 anos, tornou-se a primeira mãe a ser condenada pelos crimes cometidos pelo filho. Os procuradores acusam-na de ter sido negligente, alegando que Crumbley tinha o dever de impedir o filho de magoar outras pessoas.

Ethan Crumbley, que tinha 15 anos à data em que matou outros quatro estudantes e feriu sete pessoas na escola secundária que frequentava, tinha problemas do foro psiquiátrico e foi condenado em dezembro de 2023 a uma pena de prisão perpétua depois de ter dito ao juiz que era culpado pelos homicídios.

A mãe do jovem foi condenada por ter falhado em obter ajuda para os problemas mentais do filho mas também por lhe ter permitido o acesso a armas, ignorando os sinais de alerta. Por cada crime de homicídio por negligência – foi condenada por quatro – poderá receber uma sentença máxima de 15 anos de prisão, indica a AP.

O pai do jovem, que tem agora 17 anos, incorre nos mesmos crimes e será julgado num processo separado a partir do próximo mês de março.

A mãe e o pai de Ethan Crumbley foram acusados dias depois dos crimes do filho, em novembro de 2021, e chegaram mesmo a fugir às autoridades. Foram detidos e estão na prisão a aguardar julgamento desde então.

No dia do tiroteio, os dois abandonaram uma reunião convocada pela escola para discutir um desenho perturbador que tinha sido feito pelo filho e recusaram levá-lo para casa. Ethan regressou então à sala de aula com uma arma na mochila – que ninguém verificou – e, horas depois, matou quatro colegas entre os 14 e os 17 anos.

Quando falou em tribunal, Jennifer Crumbley disse que não acreditava que o filho tivesse problemas psiquiátricos, ainda que os procuradores tenham apresentado provas de que Ethan pediu ajuda e que se queixava de alucinações.