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UNITA em Cabinda diz que vai levar proposta sobre dependência da província no parlamento angolano

Adalberto Costa Júnior presidente da UNITA disse hoje segunda-feira 05, que o seu partido tem como agenda levar à Assembleia Nacional uma proposta sobre a autonomia de Cabinda, manifestando-se disponível para dialogar com todos os forças vivas daquela província mais ao norte do país, na esperança da melhor solução.

Falava aos seus apoiantes no primeiro comício do ano, em Cabinda, onde subsistem movimentos independentistas, que o Estado angolano não reconhece, como a Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC).

O líder da UNITA, que manteve na sexta-feira um acalorado debate com ativistas cívicos e políticos e membros da sociedade civil cabindense destacou que defende a autonomia e que essa proposta vai ser materializada.

“Quando chegámos, houve muita gente que nos criticou por que deveríamos primeiro ouvir e só depois anunciar, ok, tomámos boa nota e estamos de novo a atualizar as diversas opiniões”, declarou, acrescentando que deve ser ponderada que tipo de autonomia se pretende e “deve sair de uma negociação verdadeira e transparente, e não imposta”.
O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola assinalou por outro lado que muitos países abraçam a autonomia, o que é “normal desde que saia de um diálogo sincero, verdadeiro”, dando como exemplo África do Sul e São Tome e Príncipe, Portugal e Espanha, entre outros.

Adalberto da Costa Júnior elogiou o povo de Cabinda e considerou que “se não existisse petróleo talvez todos estivessem melhor, porque este recurso é também motivo das nossas divisões.

De acordo com o Ecos do Henda, o líder do “galo negro”, lembrou que em 2025 Angola comemora 50 anos de independência e que há guerra já acabou á 20 anos e é necessário que acabem também os conflitos em Cabinda, apelando ao diálogo sem exclusão de ninguém.

“Todas as áreas querem dialogar connosco, e nos estamos disponíveis”, frisou, insistindo que “aqui em Angola ninguém mais quer guerra”, mas sim “virar a página” de uma Angola pobre e sem direitos.