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Advogado sequestrado por chefe de segurança da presidência da Guiné-Bissau

A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau denuncia o sequestro do advogado Vailton Pereira Barreto, “pelo chefe de segurança da Presidência da República, um senhor que responde pelo nome de Tcherninho”. Segundo o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Vailton Pereira Barreto está a ser alvo de perseguição.

 

“A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau registou, com estupefacção, a notícia do sequestro ou rapto do advogado Vailton Pereira Barreto, por homens fortemente armados”, anunciou a Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau nas redes sociais, condenando o acto de violência contra o seu associado.

Vailton Pereira Barreto informou o bastonário da Ordem dos Advogados que foi abordado “na via pública pelo chefe de segurança da Presidência da República, um senhor que responde pelo nome de Tcherninho”.

“O advogado foi retirado da sua viatura que foi conduzida por outra pessoa. Vailton Pereira Barreto foi conduzido na viatura do chefe de segurança da Presidência da República até à Presidência, onde lhe retiraram o telefone. De seguida o advogado foi conduzido para a Brigada de Polícia de Intervenção Rápida e posteriormente para a Brigada de Trânsito. Depois do primeiro sequestro ele foi libertado”, explica presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Luís Vaz Martins.

Este domingo de manhã, Vailton Pereira Barreto foi conduzido até à Brigada de Trânsito, onde foi ouvido. O advogado voltou a dizer que “não se tratou de uma questão de acidente de trânsito”.

“Daquilo que sabemos, depois da primeira situação de rapto é que as autoridades se lembraram de alegar que ele estava a conduzir com uma carta de condução caduca e sob efeitos de álcool. Dados que o nosso colega refuta categoricamente”, defende o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados.

“O que é que o chefe de segurança da Presidência da República tem a ver com eventuais contra-ordenações a nível do código da estrada”, questiona. “Tudo indica que o nosso colega está a ser alvo, como outros advogados já foram num passado recente, de perseguição, impedindo a liberdade do exercício da função de advogado”, concluiu.

Vailton Pereira Barreto faz parte do gabinete dos advogados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).