A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais da sua história recente, depois de dois fortes sismos atingirem o norte do país e provocarem pelo menos 235 mortes e mais de 4.300 feridos, segundo dados oficiais divulgados pelas autoridades.
Os abalos, registados com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos minutos de diferença, causando destruição em várias regiões e sendo sentidos em diferentes países da América do Sul. Entre as vítimas mortais estão dois cidadãos portugueses e quatro lusodescendentes, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
As equipas de resgate continuam mobilizadas nas zonas mais afetadas, especialmente na região costeira de La Guaira, onde edifícios desabaram e milhares de pessoas permanecem desaparecidas. O principal aeroporto da região foi encerrado devido aos danos, dificultando a chegada de ajuda humanitária.
O ministro da Saúde venezuelano, Carlos Alvarado, afirmou que muitas vítimas chegaram sem vida às unidades hospitalares, enquanto os serviços de emergência enfrentam dificuldades para responder à dimensão da catástrofe.
Nas áreas atingidas, moradores continuam a procurar familiares desaparecidos entre os escombros, denunciando a falta de maquinaria pesada e apoio suficiente por parte das autoridades.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou La Guaira como zona de desastre e apelou às empresas privadas para disponibilizarem equipamentos que possam acelerar os trabalhos de salvamento.
Em resposta à situação, os Estados Unidos anunciaram a suspensão temporária de algumas sanções contra a Venezuela, permitindo operações financeiras ligadas à assistência humanitária até outubro.
As autoridades alertam que o número de vítimas pode continuar a aumentar, à medida que as buscas prosseguem nas áreas devastadas.

