Os Estados Unidos manifestaram disponibilidade para apoiar negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, numa altura em que Moscovo reforça as ameaças de novos ataques contra Kiev e recomenda a saída de diplomatas estrangeiros da capital ucraniana.
A posição norte-americana foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, após uma nova vaga de bombardeamentos russos que atingiu várias zonas da Ucrânia durante o fim de semana. Os ataques envolveram dezenas de drones e mísseis, provocando pelo menos quatro mortos e danos significativos em Kiev.
Durante uma visita oficial à Índia, Rubio declarou que Washington continua disposto a contribuir para uma solução diplomática do conflito, defendendo o fim de uma guerra que já se prolonga há mais de quatro anos.
Entre os armamentos utilizados pela Rússia esteve o míssil hipersónico Oreshnik, apontado por Moscovo como capaz de atingir velocidades dez vezes superiores à do som e de transportar ogivas nucleares.
Entretanto, as autoridades ucranianas informaram que um ataque russo durante a madrugada matou um homem de 45 anos na cidade de Odessa. O anúncio foi feito pelo responsável regional Sergii Krasylenko através da plataforma Telegram.
A escalada militar surge depois de acusações russas de que forças ucranianas terão atingido uma escola profissional na região de Lugansk, território controlado por Moscovo, provocando a morte de 21 pessoas. Na sequência, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou represálias militares.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo anunciou que as Forças Armadas passarão a realizar ataques “sistemáticos” contra instalações ligadas ao complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, incluindo centros de comando e decisão estratégica.
A diplomacia russa alertou ainda cidadãos estrangeiros, membros de missões diplomáticas e organizações internacionais para abandonarem a cidade “o mais rapidamente possível”. Segundo Moscovo, o aviso foi igualmente transmitido ao chefe da diplomacia norte-americana durante uma conversa telefónica mantida com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov.

