A medida foi recebida com “total indignação” pelo Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), que a classifica como “irresponsável do governo angolano, pelo desvio de mais de 1 milhão de Kwanzas, da Educação, para alocar na área de defesa e segurança na execução do Orçamento Geral do Estado”.
“O Movimento de Estudantes Angolanos, repudia energicamente está medida, pois, entende que a aposta robusta na educação, é o caminho mais viável para o desenvolvimento do nosso país”, refere o comunicado do maior movimento estudantil do país.
O MEA entende que a garantia de uma educação básica e de qualidade, deve ser a prioridade das prioridades, pois, a construção do homem novo, só é possível com a construção de mais escolas, erradicação da pobreza através do ensino responsável e inclusivo.
O MEA faz uma comparação com os demais países da região austral de África, onde Angola parece com verbas destinadas à educação, como sendo insuficientes, descumprindo assim a meta da UNESCO de dois dígitos da fatia orçamental destinada ao sector da Educação.
Esta limitação da educação no OGE é, sublinha o MEA, uma demonstração clara de falta de compromisso com o sector, cujo objectivo é deixar na ignorância a sociedade através de um analfabetismo crónico patrocinado pelo estado angolano.
“Entendemos a importância do investimento no sector da defesa e segurança, porém, o fraco investimento na educação, simboliza não somente a desatenção, mas a descrença de um governo que teme a consciencialização da sociedade pela instrução, orquestrando assim, a permanência no poder de forma anómala”, termina o documento datado desta quinta-feira 2 de Abril de 2026.

