O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que mais de metade dos objetivos militares definidos na guerra contra o Irão já foram alcançados, admitindo que o conflito poderá terminar com a “derrocada” do regime iraniano.
Em entrevista ao canal norte-americano Newsmax, o líder israelita afirmou que a ofensiva — que dura há mais de um mês — tem como prioridade enfraquecer as capacidades militares, nucleares e de mísseis balísticos de Teerão. “Estamos a meio do caminho”, disse, sem avançar um calendário para o fim das operações.
Segundo Netanyahu, o objetivo imediato não é derrubar o regime iraniano, mas reduzir significativamente a sua capacidade militar e enfraquecê-lo internamente. Ainda assim, o governante prevê que a atual liderança iraniana acabe por colapsar.
O conflito intensificou-se desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos iranianos. Desde então, Teerão tem respondido com ataques a infraestruturas militares e estratégicas em países aliados de Washington no Médio Oriente, incluindo instalações energéticas no Qatar e na Arábia Saudita.
O Irão anunciou também o encerramento do Estreito de Ormuz, uma rota vital por onde circula cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás, aumentando a tensão nos mercados energéticos.
Paralelamente, Washington e Teerão iniciaram conversações indiretas mediadas pelo Paquistão. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou existirem fissuras internas na liderança iraniana e indicou que há contactos discretos para tentar alcançar um acordo que ponha fim à guerra.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que o país mantém “conversações sérias” com um possível novo regime iraniano, ao mesmo tempo que voltou a ameaçar infraestruturas energéticas caso não seja alcançado um acordo em breve.

