A primeira actualização de dados pelas autoridades sul-coreanas divulgadas ontem, dava conta de 11 mortos, mas esta tarde foram descobertos mais três corpos, inicialmente dados como desaparecidos, o que elevou para 14 o número de mortos no incêndio que se registou na sexta-feira, na cidade de Daejeon, centro do país.
No total, 170 trabalhadores encontravam-se na fábrica no momento em que o incêndio deflagrou, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
As equipas de resgate só puderam iniciar as operações de busca depois de especialistas determinarem que era seguro entrar no prédio.
Os esforços de combate ao incêndio foram ainda mais complicados pela presença de cerca de 200 quilogramas de sódio no interior da fábrica, o que poderia causar uma explosão caso não fosse manuseado correctamente.
A causa do incêndio ainda é desconhecida, mas tudo indica que se alastrou rapidamente, e testemunhas citadas pela Yonhap relataram uma explosão.
Os bombeiros suspeitam que resíduos de óleo e poeira acumulados dentro da fábrica contribuíram para a rápida propagação das chamas.
O Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, ordenou a mobilização de todos os meios disponíveis, humanos e materiais, para as operações de salvamento, segundo o seu gabinete.

