O Secretariado da Comissão Executiva do Comité Provincial do MPLA no Huambo condenou publicamente alegados atos de violência política que terão resultado na morte de uma militante do partido, no Bairro Elavoco, Sector das Cacilhas, município do Huambo.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a estrutura provincial acusa um grupo composto por mais de uma centena de cidadãos, identificados como militantes da UNITA, de agressões físicas contra Ermelinda Luísa Nachivinda, de 48 anos. A vítima era militante do MPLA e membro da Organização da Mulher Angolana (OMA). Segundo a nota, a mulher não resistiu aos ferimentos resultantes das agressões.
O partido no poder sustenta que o grupo envolvido seria liderado por dirigentes locais da UNITA, incluindo o secretário municipal da formação política no Huambo, alegadamente sob orientação da direção provincial. O MPLA classifica o episódio como um crime que atenta contra a vida, a dignidade da pessoa humana e os princípios do Estado Democrático de Direito, defendendo tolerância zero à violência política.
No mesmo comunicado, o comité provincial refere que têm sido registados outros episódios de tensão na província, envolvendo militantes da UNITA. Entre os casos mencionados estão alegadas agressões durante um acampamento da organização juvenil do MPLA e confrontos recentes nos bairros da Chiva e do Bandeira, onde membros do partido afirmam ter sido atacados enquanto realizavam atividades políticas.
A direção provincial do MPLA apela às forças vivas da sociedade para condenarem atos de violência e sublinha que, decorridos 24 anos desde o alcance da paz em Angola, é fundamental preservar a reconciliação nacional, a estabilidade democrática e o desenvolvimento do país.

