O Presidente da República confirmou esta terça-feira que aceitou o pedido de demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, sublinhando que a decisão partiu da própria governante.
Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a então ministra considerou não reunir “condições pessoais e políticas” para se manter em funções, entendimento que transmitiu ao primeiro-ministro. Este, por sua vez, comunicou formalmente a decisão ao chefe de Estado, que acabou por aceitar a exoneração.
Sem querer fazer juízos adicionais sobre o momento da saída, Marcelo foi claro ao afirmar que não se substitui à avaliação feita pela própria. “Quem tomou a decisão ponderou as circunstâncias”, frisou, reiterando que compreendeu e respeitou a posição assumida pela governante.
O Presidente recordou ainda que a Lei Orgânica do Governo prevê que, quando não há substituição imediata de um membro demissionário, o primeiro-ministro possa assumir temporariamente a tutela da pasta. Será esse o procedimento adotado, cabendo agora a Luís Montenegro apresentar posteriormente uma proposta para a sucessão definitiva.
Marcelo Rebelo de Sousa classificou o contexto vivido nas últimas semanas como particularmente exigente, referindo-se à sucessão de tempestades que atingiram o país e provocaram pelo menos 15 vítimas mortais, além de milhares de desalojados e elevados prejuízos materiais.
A demissão ocorre a menos de um mês do fim do mandato presidencial, marcado para 9 de março, num período politicamente sensível e de elevada pressão sobre a área da Administração Interna.

