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Cimangola sob suspeita de controlo político indirecto ligado ao general José Tavares

by Marcelino Gimbi

Lisboa – Informações que circulam em meios políticos próximos do poder em Angola apontam para a existência de um controlo efectivo da Cimangola, uma das maiores cimenteiras do país, por parte do general José Ferreira Tavares, figura considerada de extrema confiança do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço. As suspeitas ganham consistência com a nomeação de Agostinho da Rocha Fernandes da Silva para presidente do Conselho de Administração (PCA) da Nova Cimangola.

Segundo diversas fontes, Agostinho da Rocha Fernandes da Silva é visto como um “testa-de-ferro” do general Ferreira Tavares, que, apesar de não ocupar actualmente cargos governamentais formais, é descrito como um dos actores mais influentes do regime desde a chegada de João Lourenço à Presidência. Em círculos internos do MPLA, o general é frequentemente associado a uma capacidade significativa de influência nos processos de decisão política e administrativa.

De acordo com estas fontes, a actuação de Ferreira Tavares caracteriza-se menos pela ocupação directa de funções públicas e mais pela colocação de pessoas da sua confiança em posições estratégicas do Estado e de empresas públicas. A relação entre o general e o actual PCA da Cimangola remonta a períodos anteriores, nomeadamente ao tempo em que Ferreira Tavares exerceu funções de administrador municipal do Sambizanga, durante o consulado de José Eduardo dos Santos.

Naquele contexto, Agostinho da Rocha Fernandes desempenhava funções técnicas no município, enquanto Mara Regina da Silva Baptista Domingos Quiosa integrava o círculo mais próximo do general. Posteriormente, quando Ferreira Tavares assumiu a presidência da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL), ambos voltaram a surgir em posições de destaque, reforçando uma relação de confiança que se prolongaria ao longo dos anos.

Com a ascensão de João Lourenço ao poder, Ferreira Tavares manteve-se fora de cargos públicos visíveis, mas figuras a si associadas passaram a ocupar postos relevantes. Mara Quiosa foi nomeada governadora da província do Bengo e levou consigo Agostinho da Rocha Fernandes como assessor, que viria mais tarde a ser promovido a vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas.

Fontes políticas sublinham ainda a existência de laços familiares indirectos entre Mara Quiosa e Ferreira Tavares, o que reforça a percepção de um núcleo restrito de influência. Este grupo é descrito como tendo desempenhado um papel determinante na ascensão de Agostinho da Rocha Fernandes da Silva a posições-chave na administração pública.

Publicações como o *Reporter Angola* e o *Ecos e Factos* referiram recentemente que Mara Quiosa, actualmente vice-presidente do MPLA, poderá estar envolvida numa alegada interferência política na gestão da Cimangola. Segundo estas notícias, a escolha do actual PCA não teria resultado de critérios técnicos ou de mérito profissional, mas de uma indicação política associada a Ferreira Tavares ou à própria Mara Quiosa.

A Cimangola é considerada um activo estratégico do Estado angolano, sobretudo após o arresto, em 2020, das participações detidas por Isabel dos Santos, adquiridas em 2006 à portuguesa CIMPOR. Com a recuperação do controlo total por parte do Estado, a empresa passou a estar sob gestão pública directa, num contexto de combate à corrupção anunciado pelo Executivo.

Observadores críticos consideram que a nomeação de Agostinho da Rocha Fernandes da Silva para a liderança da Cimangola consolida a empresa como um activo sob forte influência política indirecta, levantando dúvidas quanto à prometida despartidarização da gestão das empresas públicas e à transparência nos processos de nomeação.

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